Motim de Mim
Insurgiu do meu eu
Um contexto um pouco instável
Um sujeito um pouco temerário
De tudo que havia por fazer.
Adiantou, apressou e se pôs
A acelerar o coração
A aumentar a pressão
Desse poeta quieto em seu canto.
E deitado em um canto
Mal pode socorrer
Socorrer o seu próprio eu
Que estarrecido estava
Consigo mesmo em motim.
Um motim interno
De um corpo enfermo
Que solicita ajuda
Quando já não consegue guiar
O rumo da própria vida
Que devia traçar.
O caos da cabeça
E até mesmo a perdição
De ter a certeza
Que perdeu-se o controle
E quase quase a razão.
Angustia do medo
De sentir medo
De controlar o receio
De deixar o coeso
A abraçar a loucura
Como só salvação.
E um abraço me trouxe de volta
Uma voz acalmou o eu
Que sabe-se lá quem era.
E a cabeça ainda dói.
Não está tudo no lugar,
A rua ainda se varre,
Os pedaços ainda são reunidos
E ainda sente-se medo
De que um motim
Se promova outra vez
Ainda mais devastador.
A poesia ficou até legal por ter sido muito isso o que aconteceu, mas o acontecimento em si não foi nada legal. E o motim não vai se promover novamente! Te amo meu bem!
ResponderExcluirEngraçado, passei a ultima semana meio zonzo tbm, so que com pressão baixa! Melhoras aí hein Emílio! Grande abraço!
ResponderExcluirBem legal a poesia, só espero que suas próximas inspirações não venham de momentos como esse.Melhoras Emílio.Um abraço.
ResponderExcluirSe cuida garoto, a vida é longa e pode ter certeza que dará tempo de se fazer tudo.
ResponderExcluirSaudades, te amo muito.