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Poetando...(Sonho Moreno)

Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...

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Poesia Sortida #7

Esta Poesia vem do ano mais produtivo deste Blog. Que ano é esse? Bem, é 2011. Em 2011 eu comecei a namorar, estava bem no meio da faculdade. A vida estava muito muito muito corrida, as coisas aconteciam rápido e no meio de tudo isso eu ainda arrumava um tempinho aqui no trabalho pra criar algo, postar novidade e encher de versinhos a vida de vocês. A poesia sortida de hoje retorna lá neste passado não muito distante, pra mostrar que certas coisas, mesmo antigas, permanecem.

Momento Musical... (Alô! Alô! Marciano!)

Este momento musical de hoje é uma forma um pouco risonha de falar de como eu tenho visto a bagunça que tá o mundo por aí. E diríamos que se eu fosse um marciano, não muito querer me aventurar por aqui. Ainda mais na Ucrânia... Fiquem com Rita Lee:

Alô! Alô! Marciano! - Rita Lee


Alô, alô marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down no high society !

Alô, alô marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si, todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down no high society !

Alô, alô marciano
A coisa tá ficando russa
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá prá atolá , Aláh !
Tá cada vez mais down no high society !





Momento Bate Pronto... (Só chorei)

Só chorei


Por que fraquejo
Se o meu desejo
É dizer o que penso
Sem ter-lhe dó?

Queria expor
Repor e compor
As amarguras que sinto
E o sorriso que minto
De tantas vezes só.

O pensamento derradeiro
A vontade alarmada
O ser sereno
Que se afunda na alma.

Sou eu,
Eu sou,
Só.

Só chorei,
Choro eu,

Só. 

Poetando...(Chocolate)

Chocolate


Bebi-lo todo
Fiz-me bolo.

Como-o todo
Todo mesmo.

Refino em licor
E da barra raspas,
Que enfeitam o bolo
Àquele que fiz.

Recheio brigadeiro,
Ou quem sabe meio amargo,
Como a vida às vezes é...

Puro cacau ou suíço
Doce puro,
Parafina,
Com ameixas,
Castanhas e vinhas.

Derretido

Como o poeta que sou.

Poetando...(Caminhos teus)

Caminhos teus


Desci pela curva do teu lábio
E o desenho de tua boca
Me fez tocar teu queixo
Onde então me perdi.

Não sabia se descia pelo teu colo
Se subia às bochechas
Ou me juntava às mãos.

E das mãos vou a cintura,
Às coxas,
Ou volto aos ombros?

E do colo
Aos seios,
Da barriga às costas
Ou desvio à nuca?

E das bochechas aos olhos
De onde retorno a boca
Onde termino em beijo...

Quer saber,
Não tracejei o caminho,

Acho que vou me perder por aí...