Recomendação do Palotesia

Poetando...(Sonho Moreno)

Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...

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Floripa.

Olá Palotetes!

Estou nesse momento na pousada aqui em Canasvieiras em Floripa.
No dia de hoje contabilizei duas notas mentais:
1) Não perca muito tempo no sul da ilha.
2) Não tente virar um carro alugado em uma estrada de terra.

A viagem tá legal. O lugar é bonito. Em todos os sentidos. A melhor praia até agora foi a praia do Santinho. Vale a pena dar uma passada por lá quando vierem aqui.

Beijundas,

Emílio Palote Santos-
Blog Palotesia.

Poetando...(Escuro Vácuo)

Escuro Vácuo

Sombra que vaga noite escura
Que desfaz as sombras alheias,
Por ser mais sombra que a sua
Própria parte escura.

Olhos negros de veneno.
Face fria de gelar
De tirar sorrisos,
De desfazer amigos,
De fazer chorar.

Ódio doce que me move,
Vingança fria de não sei o quê.
Que morram todos,
Que só sobre um,
Para chorar pra sempre pelos que se foram.

Sombra escura,
Ódio puro rancor,
Ingredientes transformados
Dos mais puros de um amor

E ao me ver no espelho,
Não consigo mais pensar,
Quando penso é numa coisa:
Me matar.

Poetando...(Coração do Mundo)

Coração do Mundo

Eu sou o vento que sopra sem se ver,
Que bate sem bater,
Que passa sem soar.

Eu sou o medo
Que toca sua alma,
Que esfria sua nuca,
Que retira sua graça.

Eu sou assim distinto
Que sou assim anormal,
Nem bicho nem gente,
Mais pra sobrenatural.

Sopra...

Venta...

E observo...

Um andar que vocês dão
Uma risada na multidão.

Eu sei do mundo,
Eu sou o mundo
Por não saber quem mesmo sou.

Minha alma é um profundo
Poço vazio até de flor...

Serei pra sempre.
Ou por pouco tempo.
Serei eterno.
Desfarei ao vento.

E sou a alma do mundo,
Cada sentimento profundo,
Que dói em todos,
E de todos dói em mim.

Viagem.

Olá Palotetes!

Venho prestar-lhes um esclarecimento.

Durante os próximos cinco dias estarei viajando e, em conseqüência disso, não vou atualizar o Blog com poesias. Talvez atualize-o com postais da viagem (por que não?).
Mas, em consideração aos que estão aí lendo e comentando por aqui, vou deixar pra vocês duas poesias no Post de hoje. E fica também encontrar, pra quem não encontrou, o nome que está enfiado na penúltima poesia que eu postei.

Deixo também os parabéns para minha mãe, que vai fazer aniversário enquanto eu viajo. Pra Mariana que faz aniversário no mesmo dia que a minha mãe (coincidência!) e para Carolzinha, que faz um dia antes.

Ah, vocês podem aproveitar o resto das férias para lerem as poesias desde o começo, pra quem não leu. Ou podem sair da frente do computador e irem fazer alguma coisa útil, que é o que eu mais recomendo.

...

Hoje vou passar a noite trabalhando.
Hoje não vou dormir, conseqüentemente.
Mas e daí?

=D

Arrivederci.

Emílio Palote Santos,
Blog Palotesia.

Poetando...(Gosto por que gosto)

Gosto por que gosto


Gosto porque gosto de ti,
Simples e puramente por que és tudo.
Tudo que sonhei ou desejei,
Tudo que busquei ou espelhei.

Gosto porque gosto, do teu rosto enluarado
De seus cabelos cacheados
Que hoje vejo lisos
Sem teus charmes anelados.

Ah pequena moça
Ah pequeno mel,
Tu és a mais bela moça
Que queria ao meu lado de véu.

E não digas que não vens
E não diga que não me ama.
Não desaceite o que é seu:
Meu amor, minha dama

Desencadeie em mim
Paixão dessas: só loucura.
Hoje desço ao inferno,
Amanha vôo nas alturas.

Só de ter-te ao meu lado
Felicita o meu eu,
Só de pensar estar separado
Meu coração vira breu.

Gosto porque gosto
E por que deveria não gostar?
Se alegria de verdade
Só tem quem sabe amar
Só tem quem tem do lado
Uma bela de quem gostar.
Pra formar um fino selo,
Pra criar um belo par.

Poetando...(Embutindo informações invisíveis)

Gostam de dizer que é
Amor aquilo que dizem e
Batem o pé ao dizer que é amor.
Realmente você sabe o que é amor?
Incrivelmente insistimos em dizer que sim.
E só descobrimos que somos,
Literalmente, loucos ao ver que
Amor não é paixão.

Louca é a paixão, mutante,
Ou mesmo excitante.
Única em cada momento.
Repito: Paixão não é amor!
É, na verdade, o primeiro ingrediente.
Levado ao forno antes ou depois do amor surgir.
Loucas as paixões. Fortes os amores.
Inatingíveis, quando verdadeiros.

Poetando...(Quando você voltou)

Quando você voltou

De tempos em tempos eu procuro reafirmar
Aquele meu antigo amor por ti.
Quando te espero com maior ternura
E você não vem.

Dou-lhe mais um tempo
E espero que um dia possas ver
Que verdadeiro amor é meu por você
É difícil assim de perceber?

Olhe para o lado,
Veja quem te ama
Pára de buscar noutros braços
Amor que é só chama

Que balança com o vento
Que apaga se soprar
Que desfaz com um lamento
Que não é “aquele” amar.

E te olho sempre daqui
De onde me mantenho neutralizado
Não posso dizer que és pra mim
O par de maior agrado.

Quando vejo que estás sozinha
Re-cintila meu terno amor
Que espera toda a vida
Que vejas que te amo, amor.

Porém estás fria
Não me deixa aproximar
E quando volta a minha vida
Já tem outro por quem sonhar

É difícil ter uma vida
De amigo do amor
Amigo aconselha tuas idas
E tenho que dizer que agrado
De não estar em minha companhia
Por já estar acompanhada.

Poetando...(Doido de pedra)

Doido de pedra


Um dia entrou um senhor magro
Muito alto, sim senhor.
Disse que queria batata, milho verde e couve-flor.
Atendi o meu cliente
Que tinha cara de doutor,
Usava óculos
Olhava pela lente
Igual em filme de projetor

Perguntei-lhe se queria
Mais uma dúzia de ovo,
Afinal minhas galinhas
Botam quase ovo de ouro

Ele disse satisfeito,
Mas pediu-me um favor:
“Se tem semente de dinheiro
Vende pra mim meu senhor?
Se não vou embora devendo
Batata, milho e couve-flor.”

Num é que era cabra safado!
Nem dinheiro tinha pra dar,
Quis levar minhas verdura
E ainda dinheiro pra plantar?

Ora, veja se pode, cada doido que há no mundo
Há uns doido que são doido
E outros que se fazem de doido
Mas são mesmo é vagabundo.

Poetando...(Sereia Minha)

Sereia Minha


É no mar que eu te vi
Entre as ondas e todas aquelas sereias.
Foi no mar que eu te reconheci
Deusa do oceano, tão rara beleza.

E por ti me apaixonei,
Ao ver seus cabelos ondulados
Teu rosto lua cheia, enluarado
Doce pedaço do céu

Oh sereia minha, me busca para teus braços
Me leva junto pro seu regaço,
No mar, no fundo do mar.

Oh sereia minha,
Toma eu, que sou teu
Encosta teu seio no meu
Dá-me o beijo que só tu sabes dar.

E se voltares pro mar,
Me leve também

E se procurar e não me achar
Chame meu nome, meu bem

E não desiste de me encontrar
Entre as pedras do litoral,
Entre um recife de coral
Onde nosso amor teima em morar
Onde seus olhos se confundem
Com o verde azul do mar
Onde já não cabe meu amor.

Poetando...(Banhos de lágrimas de mim)

Banhos de lágrimas de mim


Quando bateram na porta
Eu disse não querer abrir,
Abri de educado,
Abri como me ensinaram
A não bater porta na cara
De nenhum alguém.

O ser adentra, adentrou,
Surgiu de mim,
Meu mim tomou.
E agora quem sou eu?
O mim que foi tomado?
O mim que ainda está guardado
Em um lugar obscuro de mim?

Quem sou que não me vejo
Sem esse ser que deixei entrar
Que domou o meu desejo,
Que de mim jurou cuidar
E se foi pela mesma porta
Pela qual deixei-la entrar
Por educação às coisas tortas,
Por não ter a quem amar?

Que solidão é mesmo essa
Que tomou de mim espaço;
Criou vácuo em minha vida,
Sufocou o meu regaço?

Ouço passos sempre ao fundo,
Eu espero você chegar
Com o chuveiro aberto no banheiro
Para não ouvirem meu chorar.

Posts

Olá Palotetes.

Pessoas, vamos falar de negócios.
O fato é que precisamos divulgar o que está aqui escrito. Não existe coisa mais legal pra quem escreve um blog que ver que alguém entrou, leu e, no pior dos casos, achou ruim da merda do blog. Há.

Se você gostou do que leu aqui, repasse, indique, cite, fale e diga pra alguém. Se você não gostou, diga para que a pessoa nunca entre no meu blog (psicologia reversa também é marketing). =P

E por fim: se você leu isso, ou qualquer outra coisa aqui, deixe um "oi" nos comentários. É muito melhor ler vocês que escrever.


P.S.: Espero em breve compartilhar com vocês coisas interessantes ou inúteis (provavelmente inúteis mesmo) que eu leio e assisto por aí.

Bejundas,

Emílio Palote Santos,
Blog Palotesia.

Poetando...(Invertido)

Invertido


Ao contrário do que queriam
Não sou eu assim normal,
Misturo seda ou um belo cetim
Com sapato estragado e uma calça de jeans

Ao contrário do que queriam,
Não sou eu assim normal,
Tem um dom pra poesia
E até sei jogar futebol.

Ao contrário do que queriam
Não sou eu assim normal,
Fazer barba me da alergia,
Comer carne me passa mal.

Ao contrário do que queriam
Não sou eu assim normal,
Gosto das tais ciências exatas,
Mas estudaria o tal português

Assim como me queria
Sou assim, pra mim, normal
Não faço mal a nenhuma velhinha
Não fumo, ou bebo, ou avanço sinal.

Poetando...(Estranho como ontem eu pensava)

Estranho como ontem eu pensava


Ontem eu estava pensando,
Hoje penso ainda mais.

Já não seleciono assunto,
Na minha vida tanto faz

Esqueci quem eu amo,
Esqueci quem mesmo sou
Continuo aí vagando
Procurando um amor

Passa noite, ela está fria.
Passa o dia, estou sozinho.
Já não sei se acredito
Que feliz serei em meu caminho

Duas ondas batem na pedra,
É como se batessem em mim

Dois moinhos de uma vida.
Vida minha é assim,

Estranho como um passo
Que se dá em puro gelo,
Não se anda mais pra frente,
Nem esquerdo, nem direito...

Nem direito é, sou eu,
Pela esquerda, contra mão.

É tão triste ser sozinho
E sem dar-me solução.

Poetando...(Interpolações Forçadas)

Interpolações Forçadas


Eis que sento aqui e
Penso novamente em tudo que vivi

Das noites todas que passei
A pensar no dia de amanhã, a imaginar
“Como é que será?”

Alguns anos,
Outros poucos amores,
Grandes amigos.
É, de fato tenho tido um vida
Deveras movimentada

E já nem sei explicar o que sinto
Talvez diria não, de novo, amor
É.... Minto!

Mas diferentemente do passado,
Incomparavelmente com o futuro,
Me atento ao presente momento de
Ser mais eu,
De ser só eu.

Um pequeno entre muitos grandes
Mas que consegue passar por onde
Os grandes não passam,
Que consegue correr
Como os grandes não correm,
Alguém que não quer enxergar longe
Apenas por ser grandioso
Que, na verdade, quer ir lá pra ver
E ter o gosto gostoso de ter estado AQUI
E não lá!

Pensamentos e devaneios,
Onde o último pode ser ideal,
Por isso não perguntem a um poeta
Sobre o que ele escreve,
Ou tenta escrever,
Pois um poeta não escreve,
Apenas registra seus pensamentos...

Trabalho.

Olá Palotetes...

São cerca de quatro e meia da manhã de Sábado (17/07/2010). Eu poderia estar numa balada e estar chegando em casa agora. Eu poderia estar viajando para assistir o show do Pedra Letícia (se não conhecem procurem saber sobre a banda, é bem legal). Eu poderia estar dormindo (Como poderia). Mas estou trabalhando. Sim! Trabalhando...

Estou num pequeno intervalo. Deixei as coisas correndo e estou aqui escrevendo um Post para o Blog. Não tenho problemas com meus horários de trabalho. Não ter que acordar cedo a maior parte dos dias que trabalho é muito bom. Além disso, estar de folga em uma segunda feira reconforta quase todos os domingos que eu trabalho. E não são poucos.

Outro dia li em algum lugar que se você não gosta do seu trabalho, mas, como eu, precisa trabalhar para pagar suas contas, você devia criar algo que ocupe sua cabeça e seu tempo. Eu criei o Palotesia.

O blog tem me feito bem.

O pessoal aqui do lado está escutando Zé Ramalho enquanto esperam às 7:30 da manhã chegar para irmos embora. Zé Ramalho é algo muito bom de se escutar. Cada música que desenterraram hoje...

Não tenho o que falar mais. Em breve posto uma nova poesia. Ontem escrevi três novas. Mas os que querem lê-las deverão esperar cerca de 160 dias. Lembrem-se que tudo é postado em ordem cronológica. Pelo menos por enquanto.

É isso.

Acho que preciso de um shampoo anti-caspa.

Emílio Palote Santos
Blog Palotesia.

Poetando...(Equilátero)

Equilátero


Três pontas, três vértices
Uma figura, um composto
De amizade, de afeto e carinho.

Se fossem dois não formaria figura
E sendo três, nada mais que o necessário,
Formamos um triângulo
Que eu chamo não de eqüilátero,
Pois não tem faces iguais,
Mas chamo de amigo,
Pois vocês são mais
Que especiais.

Poetando...(A janela do seu Antônio)

A janela do seu Antônio


-Ô seu doutor delegado
Vim lhe fazer uma queixa,
Num é que um maldito de um cabra safado,
Anda freqüentando
Minha residência?

-Pois diga meu caro colega
Como é esse tal senhor
Que insiste pela pregas
Tirar o respeito do vosso dotor!?

-Ele é assim meio careca
E num é de falar muito não
Quando olho de frente pro cabra
Ele me devolve aquele olhar sem direção!

-Pois prossiga pro nosso amigo escrivão...

-Logo finjo que não o vejo
E rasgo-lhe um rabo de oí
E o desgraçado vira também a cara
E disfarça o visto que lhe dou!.

-Mas que estranho seu moço...

-Estranho é nada, safado isso que é sim,
Fica na janela do meu quarto e tem
Cara de pau de olhar pra mim?

-Mas ta certo que fica à janela?

-Certo como tenho dedo mindin,
Uma janela do tamanho de quem te fala,
Que minha própria muie comprou pra mim!

-Mas veja nobre senhor:
A descrição bate com um conhecido
Cabelo lhe falta à cabeça,
Magrelo, com olho torto e esguio

-Esse deve de ser o homem,

-Deve de ser sim! E lhe digo mais uma coisa
Que ele está de frente de mim,
É o senhor meu caro Antônio .
Tua mulher comprou um espelho
E o senhor tem se acabrunhado
É com o senhor mesmo!

-Fale-me sério senhor delegado,
Tá é querendo me atrapalhar?
Que troço é esse de espelho
Que o senhor insiste em falar?

-É um troço que inventaram,
Que desenha a gente com exatidão,
Se vira a cabeça acompanha,
Desde o dedo do pé,
Até os dedos da mão.

-Tenho compreendido o doutor
E vou mesmo averiguar
Se na minha casa tem mesmo é espelho
Em vez de janela pra olhar!
Mas responde pra mim uma coisa:
Se isso é mesmo espelho e o que vejo sou eu mesmo
Puxa senhor delegado, eu sou feio pra fazer despejo!

-Tenho eu que concordar...

Poetando...(Pensando na Vida)

Pensando na Vida


Todo dia penso na vida
Na vida que levo ou pretendo levar,
Na vida que busco, ou que já tentei buscar.

Procurei várias maneiras,
De dizer o que é amar,
Já falei tantas besteiras,
Eu já disse “Vai passar”

E nem tudo que passou
De verdade passou,
E nem tudo que guardei,
De verdade ficou.

Meu coração guardou momentos,
Meu coração registra tentos
Ao estar com quem eu gosto
E é tão bom estar bem perto
De todos esses que adoro.

Se pensava em minha vida,
Hoje penso no meu ser,
Pois delinho a minha estrada
Ao escolher como viver

Dediquei-me com presteza
Dediquei-me com paixão,
Vezes encantado por beleza,
Outras com motivo, com razão.

E cheguei onde estou,
Não tão longe quanto quero chegar,
Bem mais longe que eu acreditava estar
Antes mesmo de pensar
Em escrever estes versos.

Copa!

Bem, a copa acabou e isso significa uma coisa muito chata: Estamos próximos das eleições. Particularmente eu odeio política e é bem difícil conviver com o fato de que eu dependo dela para o meu sustento, salário, viagens e qualquer outra coisa, mesmo que indiretamente.

O "nosso maior ato de democracia" não é nada democrático, afinal você não pode escolher se quer votar. Ai temos que enfrentar filas enormes, votar em pessoas que não conhecemos e definir o futuro do país. Ou seja, fazemos a escolha do melhor para o nosso país baseado em nada.

Mas, às vezes damos sorte. E o povo está ficando mais esperto. Mas precisamos melhorar muito.

Parabéns Espanha pela copa. E quem vai vencer a Eleição Pool?

Emílio Palote Santos
Blog Palotesia.

Poetando...(Sorrisos)

Sorrisos


A arte de sorrir está na simetria
Assimétrica de um riso risonho.
Um riso ao lado, um riso ao centro
Que vem do fundo, que vem de dentro.

Alguns não treinam seu sorrir,
Outros treinam mais que demais,
Sorrir não é não ser sério,
Mas não significa não ter seriedade assaz.

Por favor, sorria, pois assim o dia é melhor,
Por favor, diga “Bom dia”, mesmo que digam
“Tenha dó”

Os sorrisos são presentes, que devemos sempre dar
Os sorrisos estão presentes
Nos que tem o dom de amar.

Férias

Meu computador ficou por um dia de molho. De alguma forma divina e sem menos alguns parafusos ele voltou a funcionar. Desmontei. Mas como é de se esperar, sobraram parafusos e buracos para serem preenchidos. Essa é uma das leis do universo: nada, depois de desmontado, recebe todos os parafusos de volta nos buracos devidos. E eu ainda acho que os buracos somem para que os parafusos sobrem. E buracos sobressalentes são criados para parafusos inexistentes.

Mas esse post é pra dizer que estou de férias!

Depois de um longo e agitado semestre na Engenharia Elétrica estou, enfim, de férias e nada melhor que escrever qualquer coisa para celebrar essa conquista.

Há!

...

Creio que não disse antes, mas as poesias são colocadas em ordem cronológica de criação. E qualquer semelhança com a realidade pode não ser pura semelhança. Pra fechar: Leiam nas entrelinhas. Tem muita coisa escondida perdida pelas letras por aí.

Emílio Palote Santos

Blog Palotesia

Poetando...(Música)

Música


A música...

Ela pode ser tema,
Canção de poema,
Conexo ou sem tema,
Usando ou não a trema,
Falando ou não de amor.

Baladas, que embalam
Nossa vida e nossa graça.
Às vezes a gente até disfarça
E fica meio sem graça
Quando canta com o canto da boca.
Quando canta, com a música,
Uma moça
Que no canto balança
Tímida o pé

A gente se sacode
Balança, dança e explode.
E a música serve pra tudo
Pra quem tá feliz ou tá de luto
O mendigo e o rico escutam

E gracejam...

Pois no pouco da vida
Está o muito da felicidade.
Pois as músicas no rádio ouvidas
São, da minha vida, passagens.

Poetando...(A caminho de casa)

A caminho de casa


Passei a ser assim:
Distante de mim
Que permaneço só,
Solitário ao léu,
Secando com papel
Pequenas lágrimas de amor.

Vindo de longe me deito,
Carrego ao meu leito
Um sentimento de dor
Sem cor
Ou sabor

Sem cheiro
Ou frescor

Pois é dor...

E dor só dói,
Bate fundo,
Faz não bater:
O meu coração
Que pelo visto,
Vai sempre esperar você.

Poetando...(Solilóquio sobre o amor)

Solilóquio sobre o amor


Indefinido...
Frio com calor,
Gelo com sabor,

O vento não sopra,
Mas sua barriga sente:
O calafrio...

Mas e ai?
É medo?
Não, medo não é!
Medo tem de altura,
Tem de escuro.

Mas acaba que é medo sim!

Disse que num era,
Mas deve de ser...
Não te paralisa?
Não te deixa sem ação?

É medo! Ou não é?

Deve ser...

Muda muito...
É alegria também,
Do sorriso ao choro,
Quando é muito,
Mas parece pouco.
E pouco...
Vira muito...

E muito permanece...

Dez...

Doze segundos...

E deixa de ser muito,
E vira pouco,
De novo.

Estranho...

Achei que gostava
E gosto...
Mas por que desgosto?
Mas querer longe é desgostar?
Nem sempre o é.
Ou é?

Bagunçado...

Bate forte o peito...
E quando vai embora
A gente respira fundo.
Tão fundo...

E quer mais...

Amor...

É amor?
E pergunta pra mim?
Sei lá!
Deve ser...

Confuso...
Quem define?
Nós, poetas?
Caso, digo que não...
Pois assunto sabido
Não é tema de discussão...

Pois que é esquisito é...

Esse trem de amar...

Explicando...


Oi!


Meu nome é Emílio e, basicamente, isso é o mais importante de tudo. Este é o nome que corresponde a autoria de cada um dos textos que vocês lerão aqui neste blog. 

Comecei a escrever em 2008, quando fazia descrições para o meu perfil do Orkut. Nunca fui bom em redação, ortografia ou se quer gramática. Apenas escrevo o que vem na minha cabeça, por isso peço desculpa pelos erros, pelas não concordâncias (muitas vezes propositais), faltas de acentuação e pontuação.

Em dois anos escrevendo acumulei um grande número de poesias e para não perde-las quando meu HD queimar vou fazer esse Blog. Durante muito tempo ele deverá se manter bem atualizado (o que depende do ponto de vista) de coisas que escrevi há muito tempo. Quando essas poesias acabarem, bem... Veremos o que se dará.

Espero que gostem,

Prazer,

Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia

Poetando...(Reflexões Significativas Sem Sentido)

Reflexões Significativas Sem Sentido


Quando é o momento de mudar o rumo?
Diz-me quando é sabido que nada mais
Dará certo?
Correto hei de ser?
Mesmo certo do que há de acontecer?
E acontecerá!
Pois as coisas se repetem indubitavelmente.
Varia-se a freqüência, talvez...

Pois pergunto novamente:
Quando saber?
Quando tomar um novo caminho?
A seguir...
Pronde prosseguir?
E ir?
Aonde?
E com quem?
Por que com esse alguém?

Seguir?
A cabeça pensa como continuar.
Pensa em parar de pensar,
Tentar acertar...

Pra que acertar?
Ninguém acerta tudo...
Ou acerta?

E o que acontece depois?
E se for?
Caso não seja?
Há de ser!
Será?

Talvez...

Mas quem garante?

Apenas garanto que não sei...

Poetando...(Peça da Vida)

Peça da Vida


És o momento em que
A peça da vida entra em cena
E o coadjuvante se torna
O ator principal da peça!

Entra em cena um amor não correspondido,
Pois esses dão mais prazer ao público
Que enche o teatro! E no fim...
Eles ficarão juntos?
Não!?
Sim??

Ela tem o dom da sedução,
Nasceu mulher e mulher será para sempre!
Os homens permanecem voláteis aos encantos,
E por mais galinhas que sejam
Entregam um coração para aquela que
Tem melhor destreza ao domesticar
Bobões!

O drama vira uma novela onde
Alguns outros personagens,
Chamados pelo coadjuvante principal de amigos,
Entram em cena.
Lhe dão força para os obstáculos que seu ator enfrenta!

E a platéia assiste a tudo com olhares penetrantes!
Há os que querem o beijo no final da peça!
Outros,
Porém, estão cansados desse conto de fadas inexistente.
Sabem muito bem que na vida alguns tem
A vontade de manter princesas...
Mas elas não dão valor, ao contrário do que dizem,
Ao coração terno de um grande poeta!

O show de luzes se inicia e cada qual
Toma seu posto para a última cena!
As cortinas irão se fechar em breve!
A platéia assiste a tudo atônita
Com o desenrolar do folhetim!
Ele esperou, quase se deixou apaixonar por ela,
Mas conteve seu coração,
Pois como antes, não queria sofrer em vão.

Será que ele se apaixonará novamente?
A incerteza toma seu coração!
Ela fez o humor do coadjuvante principal
Se tornar ambíguo e indeciso...
Ele mantinha a oscilação do humor.
Seu coração queria,
Mas sua razão dizia não
E ela era a mais certa
Dentre as demais.
O coração gelado do seu personagem,
Por sofrer deveras há tempos atrás,
Começa a descongelar.
Ele tenta se abrir,
Mas tem medo.

Teme com toda razão,
Pois por mais que seja ela bela,
Por melhor que fosse um dia e sua intenção,
Com toda certeza mais uma vez,
Um amor despedaçaria seu coração!

E o autor da trama não cogitou final!
E as cortinas se fecharam antes do beijo
Ou mesmo antes da separação.
E ficou no ar, na alma da platéia,
Qual seria o final,
Para o grande coadjuvante
E seu coração.
Não merecia mais sofrer,
Mas a vida lhe direcionava a solidão.
Pois só assim seu coração puro,
Não seria vítima da falta de compaixão.

Os assistintes deixaram o teatro
Maravilhados com a obra...
Eles teriam o cargo de decidir
O que queriam como final,
Mas o autor se desfez em pedaços,
Pois assim como não dera final à peça,
Não achou caminho
Para o futuro de sua paixão.