Diria que são facadas o que sinto.
Um aperto no peito,
Uma lágrima no rosto...
Alguns copos de bebida...
Meu psicológico que me embebeda.
Nesses dias ando pensando,
Se errei demais,
Se sobrei, se fui pra mais...
Andei pensando em agora.
Andei pensando...
Andando mesmo...
Por que faz bem andar...
E parei em uma laje
Olhei a lua,
Ganhei ternura,
A sensação foi doce.
Não achei estrelas,
Não as que eu queria achar...
Mas sim, eu procurei.
Mesmo sem ver direito,
Ainda enxergo contornos,
Linhas tortas.
Enxergo você,
Com o coração...
Mas não achei estrela...
Nem andando um pouco mais,
Nem esperando a lua passar.
Só achei a lua
E eu só,
A olhar o luar.
Recomendação do Palotesia
Poetando...(Sonho Moreno)
Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...
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Contagem Regressiva!
Só mais alguns dias para que eu me firme novamente no quarto período da faculdade. Eu estou trabalhando o meu psicológico e aceitando o fato. Paciência...
Porém, não vim falar dos meus problemas e sim de minhas poesias. Simplesmente digo que "Quadras do Amor Perfeito" é o que eu chamo de obra prima. Não por que eu tenha escrito, mas simplesmente acho essa poesia perfeita, absolutamente linda e magnífica. Foi feita com tanto carinho e considerando o que eu queria que fosse o amor de um casal.
Acho que vocês vão gostar. Já tive bons retornos dessa poesia no passado, quando ainda postava tudo no orkut. Como eu disse há muito tempo atrás, cada dia que passa, as poesias se tornarão mais concisas, mais significativas e, no meu ver, melhores. Fruto tanto da minha experiência escrevendo, quanto do maior cuidado que vou passando a ter com os escritos.
Espero que gostem dessa poesia. Se não gostarem é uma pena! Sem dúvida é uma das minhas melhores. Até agora, claro.
Au Revoir
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia.
Porém, não vim falar dos meus problemas e sim de minhas poesias. Simplesmente digo que "Quadras do Amor Perfeito" é o que eu chamo de obra prima. Não por que eu tenha escrito, mas simplesmente acho essa poesia perfeita, absolutamente linda e magnífica. Foi feita com tanto carinho e considerando o que eu queria que fosse o amor de um casal.
Acho que vocês vão gostar. Já tive bons retornos dessa poesia no passado, quando ainda postava tudo no orkut. Como eu disse há muito tempo atrás, cada dia que passa, as poesias se tornarão mais concisas, mais significativas e, no meu ver, melhores. Fruto tanto da minha experiência escrevendo, quanto do maior cuidado que vou passando a ter com os escritos.
Espero que gostem dessa poesia. Se não gostarem é uma pena! Sem dúvida é uma das minhas melhores. Até agora, claro.
Au Revoir
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia.
Poetando...(Quadras do Amor Perfeito)
Quadras do Amor Perfeito
Faz favor de ser a paz?
A paz para meu coração...
Faz favor de ser bem mais?
Bem mais que uma simples emoção...
Diz pra mim que faço falta?
Falta do seu lado, meu carinho...
Fala que sou seu namorado?
Mesmo feio, magro, esguio...
Diz-me que me ama muito?
Muito, tão maior que o mar...
Diz-me que nos fomos feitos?
Um pro outro para amar...
Fala que nos dois somos únicos?
Únicos e singulares nesse amor...
Fala que é mais que profundo?
O que sentes por mim...
Vamos fazer diferente?
Fazer diferente essa paixão...
Vamos durar para sempre?
Como amor de irmão...
Pensa em mim também à noite?
Mesmo que esteja ao teu lado...
Pensa em mim nos teus sonhos?
Para que nos meus esteja acompanhado...
Pede pra que sejamos pra sempre?
Perene pra nunca acabar...
Pede que você seja sempre?
A mulher por quem irei velar...
Ouça no pé do seu ouvido?
Doces palavras com mel...
Receba em sua casa flores?
Que eu mandarei com cartão...
Suspeite sempre do dia?
Quando eu não disser “eu te amo”...
Lembre sempre esse dia?
A única razão do meu viver:
Você.
Quando fico sozinho e insisto em pensar...
Pensei que seria fácil
Escrever em mim felicidade.
Vejo que é difícil,
Com coração que só vê maldade.
Já não diria que sou triste,
Não sou forte pro amor.
Minha felicidade assim desfalece,
Quase sempre com ódio e rancor.
Passei alguns infortúnios,
Na verdade, infortúnio eu mesmo sou
Uma vida com muitas conquistas,
Mas que não alegram esse pobre autor.
Provas, textos, livros, poesia.
Trovas, cantos, cifras, mania.
Corridas, passeios, serras, família.
Mas insisto em não ver nada de bom
Nessa vida.
Escrever em mim felicidade.
Vejo que é difícil,
Com coração que só vê maldade.
Já não diria que sou triste,
Não sou forte pro amor.
Minha felicidade assim desfalece,
Quase sempre com ódio e rancor.
Passei alguns infortúnios,
Na verdade, infortúnio eu mesmo sou
Uma vida com muitas conquistas,
Mas que não alegram esse pobre autor.
Provas, textos, livros, poesia.
Trovas, cantos, cifras, mania.
Corridas, passeios, serras, família.
Mas insisto em não ver nada de bom
Nessa vida.
Coisas Legais...
Hoje estava me martelando mentalmente pelo fato de ter que esperar oito horas sem dormir daqui a pouco. E não mais que de repente cai sobre os meus olhos uma frase muito interessante que eu gosto demais e se encaixa na forma como eu vivo e nos poemas que eu escrevo. Daí vai ela:
"Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando. Falei como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria"
Charles Chaplin
P.S.: As referências sempre levam a Chaplin e creio que a frase seja realmente dele, mas hoje em dia não posso ter certeza disso apenas pesquisando na internet. Aposto que acharia isso em nome de Arnaldo Jabuor em um texto crítico da veja sobre o governo Lula.
=D
"Se tivessem acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando. Falei como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria"
Charles Chaplin
P.S.: As referências sempre levam a Chaplin e creio que a frase seja realmente dele, mas hoje em dia não posso ter certeza disso apenas pesquisando na internet. Aposto que acharia isso em nome de Arnaldo Jabuor em um texto crítico da veja sobre o governo Lula.
=D
Buuum de poesias.
Hoje estou de mal humor. Mas com uma alma caridosa eu dispus um bocado de poesias pra vocês lerem durante esse fim de semana. Fiquei muito tempo sem postar com freqüência, então não afetaria o meu calendário uma seqüencia de postagens assim. Os comentários diminuíram, apesar de aparentemente as visitas terem aumentado. Então eu peço de novo: Comentem! É muito sério, única motivação da gente que escreve em Blog tem é ver um comentário qualquer abaixo de uma postagem.
As poesias de hoje foram diversas. Tentei escrever, mas me dei o direito de guardar o meu mal humor pra mim. Vou poupá-los. Faltam duas semanas para liberdade. Estou exausto pra continuar fazendo as coisas.
Beijos pra quem devo beijos,
Abraços pra quem devo abraços
Au revoir,
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia.
P.S.: Em breve um poema recitado pra vocês. Assim que estiver de férias eu gravarei.
As poesias de hoje foram diversas. Tentei escrever, mas me dei o direito de guardar o meu mal humor pra mim. Vou poupá-los. Faltam duas semanas para liberdade. Estou exausto pra continuar fazendo as coisas.
Beijos pra quem devo beijos,
Abraços pra quem devo abraços
Au revoir,
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia.
P.S.: Em breve um poema recitado pra vocês. Assim que estiver de férias eu gravarei.
O porquê de tudo isso
Não poderia escrever outra hora,
Já que o que escrevo é escape do que sou.
Tenho tédio e inconsistência,
Como há de ter qualquer autor
Sinto muito, por isso escrevo
Tudo que transborda em mim.
Vira, por fim, verso
Um dia com final feliz, um dia doce, um dia sério.
Busquei algumas maneiras,
De fazer frases memoráveis,
De pintar meias poesias,
De fazer-me própria arte.
Descobri que não sou artista,
Descobri que não sou autor,
Descobri que tenho vício,
De escrever quando me sinto só.
Já que o que escrevo é escape do que sou.
Tenho tédio e inconsistência,
Como há de ter qualquer autor
Sinto muito, por isso escrevo
Tudo que transborda em mim.
Vira, por fim, verso
Um dia com final feliz, um dia doce, um dia sério.
Busquei algumas maneiras,
De fazer frases memoráveis,
De pintar meias poesias,
De fazer-me própria arte.
Descobri que não sou artista,
Descobri que não sou autor,
Descobri que tenho vício,
De escrever quando me sinto só.
Poetando...(Só)
Poema de Natal.
Tem dias que a gente acha que as coisas
Nunca, nunca vão mudar.
Os fins de anos são sempre os mesmos
E a gente compra presente no mesmo lugar.
Tem dia que tudo parece normal:
Os primos,
A bola,
As tias,
A sogra...
A vó,
O vô,
O Feliz Natal,
Todo aquele bom humor
E que nada mude.
Que tudo continue assim,
Pois mais um ano olho pra trás
E, apesar de tudo,
Me sinto feliz.
Nunca, nunca vão mudar.
Os fins de anos são sempre os mesmos
E a gente compra presente no mesmo lugar.
Tem dia que tudo parece normal:
Os primos,
A bola,
As tias,
A sogra...
A vó,
O vô,
O Feliz Natal,
Todo aquele bom humor
E que nada mude.
Que tudo continue assim,
Pois mais um ano olho pra trás
E, apesar de tudo,
Me sinto feliz.
No banho
Se os patos ao invés de “quack quack”,
Gritassem, sim, “au au”.
Na sua porta latiriam “quack quack”
Quando um gato berrasse “miau”!
Gritassem, sim, “au au”.
Na sua porta latiriam “quack quack”
Quando um gato berrasse “miau”!
Dos dias de hoje e de ontem.
Traços abertos em uma avenida.
Riscos rabiscados no papel de seda
Que não desenham o que eu sinto,
As vezes que eu minto
Pra você e pra mim.
Cada dia sem riso,
Cada caminho esquisito que eu sigo,
Que eu faço, sem nem entender direito
Por que fazer, pra que fazer, pra quem fazer.
Vou tentar ser pra mim,
Viver pra mim,
Ser mais assim eu...
Eu...
E na avenida os carros andam
Ou tentam, no trânsito de hoje.
Em dia
De rei
Sem cavalo,
Sem princesa,
Em um feriado,
Naquelas noites compridas
Que parecem não acabar.
No engarrafamento,
Ou em um momento bom
Da vida,
Que passa rápido,
Mas compõe séculos
Em um único riso de alegria.
Riscos rabiscados no papel de seda
Que não desenham o que eu sinto,
As vezes que eu minto
Pra você e pra mim.
Cada dia sem riso,
Cada caminho esquisito que eu sigo,
Que eu faço, sem nem entender direito
Por que fazer, pra que fazer, pra quem fazer.
Vou tentar ser pra mim,
Viver pra mim,
Ser mais assim eu...
Eu...
E na avenida os carros andam
Ou tentam, no trânsito de hoje.
Em dia
De rei
Sem cavalo,
Sem princesa,
Em um feriado,
Naquelas noites compridas
Que parecem não acabar.
No engarrafamento,
Ou em um momento bom
Da vida,
Que passa rápido,
Mas compõe séculos
Em um único riso de alegria.
Momento Musical #1 (A cópia)
Olá Palotetes!
Boas idéias devem ser compartilhadas e peço que vocês visitem o Blog "Quase Tudo Quase Nada" da pequenina Talitinha.
Eu faço esse merchandising, pois estou copiando descaradamente um estilo de postagem da pequena Talita. Nos "Momentos Musicais" do Blog dela, ela compartilha um trecho de uma música ou a música inteira que está na cabeça ou significa alguma coisa naquele momento. Vou fazer algo parecido.
Hoje só cheguei em casa amanhã. Fiz várias coisas diferentes:
1) Fui em Confins deixar meu primo,
2) Dormi no carro,
3) Testei meu primeiro projeto de Digitais,
4) Trabalhei normal, até que o painel virou um pisca pisca
5) Terminei o dia, no outro dia, super bem.
E eis que chego em casa e me deparo com uma música de Nando Reis e Cássia Eller que não conhecia (Minto, mas não me lembrava dela). E achei perfeita para um momento Musical meu. E por isso compartilho com vocês:
"O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
E depois cresceriam e nos dariam os netos"
A música se chama "Meu Mundo Ficaria Completo".
Beijos pra quem devo beijo,
Abraços pra quem devo abraços.
Au revoir,
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia
Boas idéias devem ser compartilhadas e peço que vocês visitem o Blog "Quase Tudo Quase Nada" da pequenina Talitinha.
Eu faço esse merchandising, pois estou copiando descaradamente um estilo de postagem da pequena Talita. Nos "Momentos Musicais" do Blog dela, ela compartilha um trecho de uma música ou a música inteira que está na cabeça ou significa alguma coisa naquele momento. Vou fazer algo parecido.
Hoje só cheguei em casa amanhã. Fiz várias coisas diferentes:
1) Fui em Confins deixar meu primo,
2) Dormi no carro,
3) Testei meu primeiro projeto de Digitais,
4) Trabalhei normal, até que o painel virou um pisca pisca
5) Terminei o dia, no outro dia, super bem.
E eis que chego em casa e me deparo com uma música de Nando Reis e Cássia Eller que não conhecia (Minto, mas não me lembrava dela). E achei perfeita para um momento Musical meu. E por isso compartilho com vocês:
"O problema é que eu te amo
Não tenho dúvidas que com você daria certo
Juntos faríamos tantos planos
Com você o meu mundo ficaria completo
Eu vejo nossos filhos brincando
E depois cresceriam e nos dariam os netos"
A música se chama "Meu Mundo Ficaria Completo".
Beijos pra quem devo beijo,
Abraços pra quem devo abraços.
Au revoir,
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia
Palavras Soltas, Rimas Unidas
Fim dos tempos
Sem vento,
Sem morada.
Casa vazia,
Coração gelado.
Vento na janela,
Frio na espinha:
Congela meu corpo,
Minha alma,
Meu ser.
Ser que queria ser
Outro ser.
Ser que ama,
Desama,
Desconfia
Ser sei lá do que.
Dança que dança,
Música dançante
Que insiste em
Não tocar
Sombra do mundo,
Rasgo pequeno,
Profundo
Que não vai fechar.
Sem vento,
Sem morada.
Casa vazia,
Coração gelado.
Vento na janela,
Frio na espinha:
Congela meu corpo,
Minha alma,
Meu ser.
Ser que queria ser
Outro ser.
Ser que ama,
Desama,
Desconfia
Ser sei lá do que.
Dança que dança,
Música dançante
Que insiste em
Não tocar
Sombra do mundo,
Rasgo pequeno,
Profundo
Que não vai fechar.
Poesia Recente
Olá Palotetes!
Como o prometido, mais do que devido, trago uma poesia pra vocês se entreterem nesse feriado. Algumas pessoas estavam esperando uma poesia. E espero que vocês fiquem felizes: Está poesia é nova. Feita ontem a noite, antes de dormir. Posto ela por dois motivos:
1) Por que eu quero;
2) Por que meu HD está sendo utilizado para fins mais relevantes (Rodar jogos no nintendo Wii).
A poesia que posto fala sobre o que tenho sentido esses dias. Tenho estado feliz. Esses últimos seis meses me fizeram abandonar muitas regras tolas de conduta acadêmica que estavam minando a minha pessoa e acabando com a minha felicidade. Decidi deixar as coisas correrem como devem ser, fazendo apenas o suficiente, para aproveitar o que só tenho uma vez na vida: a própria. E em meio está alegria, surgiu uma extrema sensação de falta. Uma falta óbvia. Aos vinte anos acho que já está na hora de virar um garoto sério. Mas estou com tanta preguiça.
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia.
Como o prometido, mais do que devido, trago uma poesia pra vocês se entreterem nesse feriado. Algumas pessoas estavam esperando uma poesia. E espero que vocês fiquem felizes: Está poesia é nova. Feita ontem a noite, antes de dormir. Posto ela por dois motivos:
1) Por que eu quero;
2) Por que meu HD está sendo utilizado para fins mais relevantes (Rodar jogos no nintendo Wii).
A poesia que posto fala sobre o que tenho sentido esses dias. Tenho estado feliz. Esses últimos seis meses me fizeram abandonar muitas regras tolas de conduta acadêmica que estavam minando a minha pessoa e acabando com a minha felicidade. Decidi deixar as coisas correrem como devem ser, fazendo apenas o suficiente, para aproveitar o que só tenho uma vez na vida: a própria. E em meio está alegria, surgiu uma extrema sensação de falta. Uma falta óbvia. Aos vinte anos acho que já está na hora de virar um garoto sério. Mas estou com tanta preguiça.
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia.
Pequena Gigante Falta.
Tenho só um canto lacunado.
Tenho só um pé descoberto,
Um riso incompleto,
Um colo faltando
E uma coisa esperando.
Tenho um espaço no coração,
Um arquivo em branco,
Um perfume faltando,
Um buraco no álbum.
Tenho só uma falta,
Uma doce falta,
De uma pequena coisa,
Ou grande,
Que não sei se é loira em cacho,
Se é morena lisa,
Se é azul branquinha,
Ou verde saltitante.
Na minha felicidade tem um espaço,
De quem é não sei.
Mas sei que falta.
Sou um ser raro,
De amor guardado,
Anel em ouro trabalhado,
Que só cabe em um dedo.
Só não sei que dedo é.
Tenho só um pé descoberto,
Um riso incompleto,
Um colo faltando
E uma coisa esperando.
Tenho um espaço no coração,
Um arquivo em branco,
Um perfume faltando,
Um buraco no álbum.
Tenho só uma falta,
Uma doce falta,
De uma pequena coisa,
Ou grande,
Que não sei se é loira em cacho,
Se é morena lisa,
Se é azul branquinha,
Ou verde saltitante.
Na minha felicidade tem um espaço,
De quem é não sei.
Mas sei que falta.
Sou um ser raro,
De amor guardado,
Anel em ouro trabalhado,
Que só cabe em um dedo.
Só não sei que dedo é.
Postagens...
Olá Palotetes.
Considerando que hoje é meu último zero hora e estou de babá do fundo da torre fracionadora do SECRA-I( o que não vai significar nada pra maioria de vocês), resolvi dizer-lhes que estou a compor.
Não sei se já lhes disse, mas eu tenho algumas músicas feitas e gravadas (não gravadas de verdade, só guardadas em mp3 pra lembrar como tocar). Tem muito tempo que não escrevo nenhum poema. Tenho tido algumas idéias, mas meu tempo está absurdamente escasso. Porém me veio uma música outro dia e parei tudo para deixar a idéia fluir. E eu diria que ficou legal.
Fato é que no fim de semana deixo uma nova poesia pra vocês. Em breve vou voltar a ter vida, estando ou não no quarto período, de novo, da Engenharia Elétrica da UFMG.
P.S.: Não se acanhem de ler os textos grandes. Não gosto de postar crônicas por que elas são grandes e desanimam de ler. Mas vale a pena. Já já volto ao normal. E assim que estiver de férias: novos videos. E com recitação.
Au revoir
Emílio Palote Santos,
Blog Palotesia.
Considerando que hoje é meu último zero hora e estou de babá do fundo da torre fracionadora do SECRA-I( o que não vai significar nada pra maioria de vocês), resolvi dizer-lhes que estou a compor.
Não sei se já lhes disse, mas eu tenho algumas músicas feitas e gravadas (não gravadas de verdade, só guardadas em mp3 pra lembrar como tocar). Tem muito tempo que não escrevo nenhum poema. Tenho tido algumas idéias, mas meu tempo está absurdamente escasso. Porém me veio uma música outro dia e parei tudo para deixar a idéia fluir. E eu diria que ficou legal.
Fato é que no fim de semana deixo uma nova poesia pra vocês. Em breve vou voltar a ter vida, estando ou não no quarto período, de novo, da Engenharia Elétrica da UFMG.
P.S.: Não se acanhem de ler os textos grandes. Não gosto de postar crônicas por que elas são grandes e desanimam de ler. Mas vale a pena. Já já volto ao normal. E assim que estiver de férias: novos videos. E com recitação.
Au revoir
Emílio Palote Santos,
Blog Palotesia.
Novo Texto de "Crônicas de dias atípicos"...
Olá Palotetes!
Quem acompanha o Blog vai notar que eu postei uma nova crônica das que eu tinha mencionado anteriormente. Esse é o segundo texto que eu falei que já tinha criado na época que tive a idéia e comecei a escrever em cima desse projeto. Na verdade, esse foi o primeiro texto e o gerador da idéia das Crônicas.
Anteriormente não postei para vocês o Prefácio que redigi para as crônicas. Faço isso hoje. E queria dizer que o retorno de vocês, pessoas e ornitorrincos, sobre a Crônica que postei foi muito bom apesar de, contrariando as minhas recomendações, ninguém ter postado nenhum mísero comentário há dias. Por sinal, fiquei sem atualizar o Blog esperando algum comentário. Como ele não veio, tive que voltar e postar coisa nova mesmo assim.
Abraços pra quem devo abraços.
Beijos pra quem devo Beijos.
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia
Abaixo o Prefácio de "Crônicas de Dias Atípicos":
"As crônicas de dias atípicos correspondem a uma série de textos, crônicas, que irão descrever situações pseudoreais ou pseudofictícias, como queiram, de dias atípicos. As personagens são semireais, o que significa que os acontecimentos não são ao todo reais. Não busco imparcialidade ou se quer representação do real nestas passagens.
Meus únicos intuitos em escrever tais textos são: desenvolver uma nova modalidade de escrita e relatar de forma pessoal dias que eu considero interessantes ou insignificantes que possam trazer uma pitada de humor para a vida de vocês.
É isso e boa leitura."
Quem acompanha o Blog vai notar que eu postei uma nova crônica das que eu tinha mencionado anteriormente. Esse é o segundo texto que eu falei que já tinha criado na época que tive a idéia e comecei a escrever em cima desse projeto. Na verdade, esse foi o primeiro texto e o gerador da idéia das Crônicas.
Anteriormente não postei para vocês o Prefácio que redigi para as crônicas. Faço isso hoje. E queria dizer que o retorno de vocês, pessoas e ornitorrincos, sobre a Crônica que postei foi muito bom apesar de, contrariando as minhas recomendações, ninguém ter postado nenhum mísero comentário há dias. Por sinal, fiquei sem atualizar o Blog esperando algum comentário. Como ele não veio, tive que voltar e postar coisa nova mesmo assim.
Abraços pra quem devo abraços.
Beijos pra quem devo Beijos.
Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia
Abaixo o Prefácio de "Crônicas de Dias Atípicos":
"As crônicas de dias atípicos correspondem a uma série de textos, crônicas, que irão descrever situações pseudoreais ou pseudofictícias, como queiram, de dias atípicos. As personagens são semireais, o que significa que os acontecimentos não são ao todo reais. Não busco imparcialidade ou se quer representação do real nestas passagens.
Meus únicos intuitos em escrever tais textos são: desenvolver uma nova modalidade de escrita e relatar de forma pessoal dias que eu considero interessantes ou insignificantes que possam trazer uma pitada de humor para a vida de vocês.
É isso e boa leitura."
Típico dia atípico
Fui pegar o ônibus no ponto. Sai atrasado de casa, nada fora do normal, desci os dois morros que separam a minha residência do ponto final do ônibus. A fila era gigantesca. Na verdade os trabalhadores deveriam ser pagos desde o momento em que saem de casa, até a hora de chegar ao serviço. Às vezes me imagino em São Paulo. Nunca tive a oportunidade de ir lá. As vezes que me foram ofertadas, o serviço me impossibilitou.
Mas voltemos ao ônibus... Subi. Eram cinco e quarenta e cinco e quando cheguei aos degraus do automóvel, já não havia como me sentar. Normalmente em uma situação como essa eu acharia mais que confortável um lugar no degrau da porta traseira, mas estava intimado a ser um passageiro normal está manhã. Mantive-me em pé, por hora.
Passando pelos pontos (um terço da viagem é gasta recolhendo passageiros ainda nos primeiros cinco quarteirões do bairro), iam subindo os vários colegas de labuta. Arnaldo e sua típica alegria matinal (cara fechada, mal diz oi ao motorista, mas é irreconhecível às sextas-feiras), Nilma e seu filho que vai para a escola, Dagoberto e sua esposa Lúcia. Mas me atento a uma passageira em especial: Alice. Linda era ela. Paulista, havia mudado com os pais quando pequena. Se conversasse com ela não notaria sequer um “r” a mais em tua fala (eles faltavam como em nossas palavras).
Bom, o ônibus tomou a avenida principal. Isso significa que, contrariando as leis da física, os corpos podem sim ocupar um mesmo lugar no espaço. Em um ônibus é incrível as coisas que você pode reparar. Tem sempre um gordinho careca sentado numa das cadeiras altas acima da roda. Os bancos que dão para a janela são ocupados por todos aqueles que dormem. Na verdade, às cinco da manhã, qualquer um dorme em qualquer lugar, principalmente numa quarta-feira. Mas o que quero dizer é que o banco da janela é o assento vip de um ônibus metropolitano.
Porém sempre há de haver alguém que insiste em ler um livro e sentar do lado da janela. Isso é quase um pecado. É óbvio que se você ler um livro sentado do lado da janela, alguém vai sentar do seu lado( essa pessoa já é privilegiada de sentar-se). É óbvio que ele vai dormir do seu lado. É óbvio que você não vai conseguir ler seu livro. Resumindo, se você sentar do lado da janela, durma.
Alguns dias novidades aparecem. Entra uma senhora mais católica que vai considerar que o mundo de hoje está perdido e os jovens são uns mal educados em geral (nada de que eu discorde, na verdade). Costuma entrar no ônibus também um senhor de mais idade com um rádio de pilha (depois de anos me sinto muito eclético, adoro boates móveis e o Good Times). Além de todos os estudantes com as suas mochilas gigantescas... o dia que um cadeirante tenta pegar o ônibus. O ambiente é muito dinâmico, apesar de você não precisar nem se segurar para se manter em pé de tanta mobilidade.
Mais próximo do centro o trânsito pára. Nem sempre precisa ser perto do centro. A verdade é que, independente de onde, o trânsito pára. E que não chova. Eu ainda tento considerar por que as “vias de trânsito rápido” existem. Nos dias de semana elas não andam mais que uma média de 15 Km/h e nos fins de semana, ao longo de toda a pista com placas de regulamentação indicando 80Km/h, os radares são sempre de 60 Km/h. Eu não citei as BRs.
Em minha cidade, mesmo. Na sua entrada temos um portal( mesmo que o nome indique algo parecido com conto de fadas, não é) que nada mais é que uma guarita da polícia rodoviária, uma massa de concreto redonda que impossibilita caminhões de grande porte de passar por baixo e um radar. Todo o resto foi feito em função do radar, diga-se de passagem. Um radar que acusa alta velocidade a incríveis 30Km/h. se carroças fossem metálicas é bem provável que o seu Nestor do depósito leva-se uma multa. Essas situações me fazem rir.
Alice estava incrivelmente linda hoje. Ficara na parte da frente do ônibus. Por sinal a parte da frente do ônibus é um caso a parte. Chega um ponto que os passageiros desistem de passar para trás. Nesse momento a roleta é um dos melhores locais para se afixar. Aí, à medida que o ônibus enche, o motorista vai perdendo os seus retrovisores. Aos poucos as cabeças dos passageiros tampam o retrovisor central e direito. Nesse momento você em seu carro indo para o serviço toma uma fechada do meu ônibus. Segundo o trocador: “tá livre, manda brasa”.
Os trocadores. Outro caso a parte. Realmente é comum ver o bom e velho bigode de trocador por aí. Alguns trocadores são mal humorados. Você diz: “Bom dia”, ele: “não tenho troco, posso te voltar em vale?”, você: “não”(como você paga o resto das despesas do dia?), ele: “senta aqui perto que depois eu te dou o troco.”. Obvio não existe lugar para sentar perto dele. Mas alguns trocadores são psicólogos, outros contadores de história...
Depois dos engarrafamentos, as buzinas, as pescadas e tudo que ocorre matinalmente, aos poucos, o ônibus vai se esvaziando. Ele volta a parecer grande, as poltronas reaparecem e você acha que está chegando. Sempre tem um que dorme demais e perde o ponto. Os estudantes são bem perseverantes nesse caso. Tem o cara que não sabe pra onde vai, onde desce e como chega onde ele não sabe que vai. O problema é quando o motorista/trocador é novato. Nessas horas esse tipo de passageiro está perdido.
E meu ponto chegou. Desci. Junto comigo, Alice. Acho que é obvio que eu não desperdiçaria uma viagem com ela caso ela não descesse em meu ponto e fossemos para o trabalho juntos. A saudade é boa, sem excesso. E pensando tanto, a viagem nem se fez tão longa. Outro dia penso dos motoristas, dos semáforos e de outras coisas que nem sempre me fazem sentido.
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