Em vários momentos de nossa divina vida somos levados ao nada. Isso mesmo. Ao nada. Talvez não todos nós, mais uma grande maioria, eu diria, nasce com a vontade de mudar o mundo. Ou pelo menos permanecer nele por sabe-se lá quanto tempo, mesmo que não mais esteja aqui. Mas em alguns momentos nós perdemos. Nos acomodamos, viramos um sobra tênue do que somos e que desejamos ser e vamos embora, como sombra que somos, assim quando a luz se apaga.
Estes momentos estão aí. Ele vêm. Mas eles devem ir, assim como chegam...
Envergado
Eu me perdi e me curvei
Aos poucos momentos
De solidão
Me curvei as curvas
Me inclinei as vontades
À preguiça
E a tudo aquilo que não sou
Me curvei a lentidão
Ao quieto regaço do nada
Me curvei ao léu
Aos poucos
À espreita
Ao seu rumo.
Me desarrumei
Mas pois bem,
Vou me arrumar.