Recomendação do Palotesia

Poetando...(Sonho Moreno)

Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...

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Rapidinhas...#10

Percalço


Como viver a vida
Tendo tempo
Pra viver?

Baliza


Entre a tristeza e a dor
A felicidade existe?

Mesóclise


Fe-Amor-liz

Sonhos


O frio voltou
Comprei cobertor
Vou dormir e sonhar.

Passagem


De trem eu vou
Ler Bandeira
Tomar café

Com pão.

Momento Bate Pronto... (Amor, Meu grande amor)

Vocês que estão acostumados com o Palotesia sabem que poucas são as minhas poesias grandes. Mesmo as minhas poesias grandes não são muito grandes, mas saem de cerca de 20 linhas para cerca do dobro. Bom, isso é só pra dizer que todas as coisas possuem exceções e que as exceções vêem por acaso dentro de nós mesmos. Isso tudo não tem nada a ver com Amor, meu grande amor, exceto por ser um poesia minha que eu acho grande. Espero que gostem.

Amor, meu grande amor


Amor,
Meu grande amor,
Não se deixe sair
Pela porta dos fundos
Pelos fundos do peito
Do poeta que amou.

Não se vá também
E me deixe ao alento
Me deixe rebento
Largado na dor.

Amor,
Minha grande dor,
Que me faz deixar de ser
Que faz querer furar
Meu coração que se corrói

Eu que fiz de tudo
Eu que me deixei...

Eu que reinventei
O melhor de mim
Pra ser mais assim
Como queres que sou.

Eu que perdi sono
descanso
e vontade.

Que fui renegado
Rejeitado
E trocado.

Eu que tentei ser melhor
Suceder
Transpassar
Reaver
Reviver
Amor,
Meu grande amor,
Não me diminua
Não me abstenha
Não me privatize.

Não me largue pro mundo
Não me faça obtuso
Por não saber mais viver
Sem ti.

Amor,
Meu grande amor,
Me aqueça no frio
Ou melhor
Se achegue
Para que possa te aquecer.

Não se esqueça,
Não me esqueça,
Não esqueça a poesia
Os versos
E o carinho

Pois poeta esquecido
Não tem como viver.
Pois poeta sozinho,
Nem poema
Sabe fazer.

Poetando...(Luz da rua)

Luz da rua


Às vezes a solidão me assola
E por mas que ela pareça má,
Ela me faz bem.

A sós em mim
Me perco:
Do mundo
Dos problemas
E de tudo em mim
Que não sei explicar.

A sós conto as estrelas
Reparo os postes da rua
Escura...

Mal reparamos os postes

Que nos trazem luz.

Poetando...(Contanos)

Contanos


Os dia se passam
E aos poucos os dedos findam...

Mal me lembro quando comecei a contar
E somar os anos
Dessa vida toda
Que se acumula.

Quando terminei a primeira mão
Mal sabia contar.
Terminando a segunda,
Queria ser alguém.

Ao se somar a terceira
A contagem já ficava difícil
E eu começava a escrever

Hoje já se passaram tantas outras
Os dedos se esgotaram,
Mas os traços do rosto denunciam:
A juventude se vai...

A complicada felicidade da vida
Que era tão simples:
Bastava não crescer,
Não querer ter,
Ficar assim.

E ao contar os anos
Me pergunto:
Passarei os dias
A contar os dias
Que virão?

Ou passarei os dias
A contar os dias

Que passaram?

Poetando...(Ratifico meu amor)



Ratifico o amor


A aureola no meu dedo

Ainda não dourada,

Mas será a tempo:

Me lembrou você.



E da tarde que se passa

Num piscar de olhos

Vejo o quanto me agrada

O teu olhar risonho.



Se teu olho fecha,

Meu desejo é zelar



Se pudesse entraria em teus sonhos

Para também lá te agradar.



Do amor que se explica na vida

Onde todos dizem: “amei”

Meu sentimento é algo mais profundo

Que nem explicar eu não sei