Recomendação do Palotesia

Poetando...(Sonho Moreno)

Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...

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Parabéns Palotesia #6 (Seis)

Seis


A primeira frase. Quem diria que aquela primeira frase, daquele primeiro dia, traria tantas outras estrofes e tantas outras poesias? Nem lembro qual foi o primeiro verso. Se foi em meio ao choro ou ao soluço que as primeiras lágrimas viraram palavras. Sinceramente eu não sei até hoje como saíram e saem tantas outras.

Ao longo dos anos a gente busca transformar risos em rimas, gargalhadas em estrofes. Mas no meio sai choro. E no meio do choro, sai riso. E se não bastasse os choros e risos, saem pensamentos, divagações e tantas outras coisas que saltam, vez ou outra, de mim.

Comecei este texto como mais uma poesia. O título óbvio: Seis!. E assim como não consegui prever o primeiro verso, também hoje não pude prever ou conter essas palavras de linha toda. A poesia da vontade, virou prosa no papel. 

Espero que a nossa caminhada continue junta. Que vez ou outra, quando você se sentir só, você visite uma estrofe. Quando não souber o que dizer, se achegue e veja: Nem quem tanto escreve sabe bem o que quer dizer e qual coração vai tocar.

Então fique comigo. O Palotesia agradece a companhia de cada um de vocês, que por um dia, um mês, ou todos estes anos, fez com que as palavras daqui saíssem do papel e virassem alguma coisa mais, em algum lugar por aí!

Au revoir, de alguém que agora parle a petit peu français.

À bientôt mes amis!

Parabéns Palotesia!

Texto em Prosa...(Imensidão de Porquês)

Imensidão de Porquês



Como vai você? Existem coisas que eu sempre quis perguntar, mas nunca tive muita coragem. Hoje eu resolvi escrever...


Descobri há muito tempo, que o mundo é grande demais. Se quisesse sair correndo e dar a volta, pararia no mar. Nadar o mar inteiro não posso. Mal consigo boiar! E me diga: se pudesses nadar o mar, cruzar o oceano e chegar no mar de novo, você nadaria?


Me senti tristonho quando descobri que o mundo tem tanta comida que sobra. E me perguntei várias vezes onde sobra essa comida. Você sabe onde sobra essa comida? Onde fica até estragar? Conheço tanta gente que não come.


Quando era menino, queria ser rico! Nunca entendi direito o porquê dessa vontade. Sempre escutei tantos dizerem que se tivessem dinheiro poderiam fazer tantas coisas. Eu sempre quis fazer tantas coisas... Queria mudar o mundo, fazer alguém feliz, andar de bicicleta e ter um balanço para gangorrar. Aí descobri que houve um dia que não existia dinheiro. E agora existe dinheiro. Hoje eu trabalho, para ganhar dinheiro. Hoje mesmo nem dormi de trabalhar. Me responda: Por que tem dinheiro que vale mais que o meu? O moço do triciclo tem menos dinheiro, mas é mais feliz que eu.


Eu poderia trabalhar um dia com cada coisa. Poderia fazer muita coisa mesmo. E sei de gente que faria até mais pra ser feliz. Por quê a gente tem que ser triste e fazer tudo igual? Você acha mesmo que desse jeito é o melhor jeito?

As pessoas fazem dinheiro, para pagar gente, para fazer coisa, para fazer dinheiro. Isso também não faz sentido pra você? O que uma pessoa faz com vários bilhões se ela não poder fazer os outros rirem?

Você também quer fazer os outros rirem? Pois então vou fazer um pedido: se quiser fazer uma nave, mudar de planeta e começar tudo de novo, me convida pra ajudar?

Meu brinquedo favorito...


Outro dia estava viajando. E nas viagens parece que a gente esquece um pouco dos padrões, das horas, das certezas e de toda a desconfiança e vergonha com que tratamos todas as coisas a nossa volta.
Ao caminhar pela rua descobri um parque. Sabe aqueles parquinhos de criança? Daqueles que tem gangorra, balanço, escorregador e barreiras de ferro para escalar? Pois bem, foi um desses que eu encontrei! Me senti tão grande para escalar. Ao lado do brinquedo percebi que quase poderia pula-lo com um passo e neste momento notei de solavanco o quanto havia crescido.
 Mas na minha cabeça se reavivaram os bons momentos. Todos aqueles pedacinhos de uma infância gostosa, em que o tempo passava devagar e eu não me importava como nem quando ia voltar para casa.
Perdido neste parque eu achei um balanço, ou gangorra, não sei como você o chama. E eu gangorreei.  E a gangorra me fez sentir tão leve! Veio o mesmo frio na barriga de um sábado de sol com dez anos. O mesmo cabelo se balançou ao vento como na casa da vô aos sete, aos oito e a cada aniversário dos primos durante anos.
Me lembrei dos meus melhores brinquedos. Montei casinha em pensamento e corri atrás do meu carrinho mentalmente, relembrando aqueles míseros cinco anos de idade, que eu nem sabia saber o AEIOU.
Da graça desse momento guardo o riso. Guardo a felicidade que compartilhei com o meu amor. Guardo a vontade de ter um balanço e montar um playground em algum canto. Para quê? Para reviver a vida aos pouquinhos, com o vento no rosto e, a cada balanço, passar um ano, de uma vida toda, que se vai feliz.

Texto em Prosa...(Anacrônico)

Anacrônico


Em meio ao contexto de felicidade que devia estar vivendo e dizendo fazer parte, desenvolvo de forma desconexa um enviesado sentimento tristonho e antagônico a tudo aquilo que devia viver.

Não sei se os colegas são capazes de se sentir infeliz quando todas as coisas parecem estar no devido lugar. Sinto-me um deslocado. Um objeto amarelo em um quarto vermelho. Não sei dos meus objetivos e do que fazer. Os meus planos não fazem mais sentido e o sentido que minha vida um dia fez já não se explica por si só.

Em alguns momentos não consigo entender o que sinto, por que sinto ou por que não sinto. É um defeito meu tentar entender tudo. E é, e sinto por isso, um desalento total não saber responder tantas perguntas.

Não consigo mais controlar meus sentimentos. Fico alheio ao que acontece e me  estarreço em meio a coisas que não sei lidar. Não sei lidar com você. Com o que faz, como faz e como se portam as pessoas.

Tenho uma cabeça diferente, uma postura arcaica, uma cabeça pensante que não faz o sentido natural. E pra mim não faz sentido tudo que a todos se parece algo normal. Alegre e triste. Feliz e desalentado. Revés dos sentimentos antagônicos. Uma mistura de pomar com chama. De limão com chantilly que do sabor não se sabe bom ou ruim.

Em poucos minutos a felicidade que transborda se transforma em lágrima. O sorriso vira silêncio e a fala tão bem posta de palavras soantes se torna um emaranhado de espinhos em um corpo feito de veludo.

Não quero abrir minha boca, cantarolar palavras. Mas solto essas palavras nos dedos, nos bits desse arquivo de papel fictício. Às vezes penso que minha vida por si só é fictícia. Não sei nem dizer se finjo o que sinto ou se sinto tanto que não sei descompassar, dividir, separar e viver cada coisa aos poucos, no seu devido lugar.

Não quero conversar. Não quero perguntas. Quero paz. Embora não faça a menor idéia de como obtê-la. Não sei se estar sozinho trará meus pensamentos de volta ao lugar ou se esquecê-los com um sorriso será um melhor remédio.

Sinto ferir os que gosto. Sou tão chato e desconcertante quando assim. É um mal bocado saber usar as palavras mais ameno-ácidas com as pessoas que seu coração quer zelar. É um mal bocado entender cada um tão bem a ponto de saber exatamente onde feri-lo e fazê-lo por total desconcentração e inconseqüência imatura.

Engolir. Engolir ao seco. Engolir. Abafar, ater, suplantar, amenizar, absorver. Ser um ser sacola. Uma cabeça de almofada, um olhar curvado, para não ver o que incomoda e o que não te faz em paz. Ter medo de não ser suficiente. Não fazer o certo. Não ser bom o bastante. E quem sabe nem ser nada, nem mesmo nada de bom.

Pode parecer absurdo ou um drama completo, mas acho tão difícil ser eu e lhes digo isso com toda a sinceridade que tenho. 

Nota: se você não sabe o que significa anacrônico.

Texto em Prosa...(Você tem um amor?)


Você tem um amor?

Eu encontrei o meu. Sabe, achei que seria difícil acordar um dia e chegar a conclusão: Nossa eu amo uma pessoa. Na verdade eu sempre quis amar alguém. Sim sim, eu amo meus pais e meus familiares, mas queria amar... sabe? Amar...

Queria sentir aquela vontade besta de ligar pra ouvir a voz. Não entendo por que ligamos para ouvir a voz de alguém, mas ligamos. Ficamos em silêncio, mas mesmo assim essa parece ser a melhor coisa do mundo. Pensar em uma novidade, criar um apelido, ou apenas chamar pelo nome, mas não importa como e nem porquê e isso se torna algo absolutamente especial.

Eu achava que ia escolher o meu amor. Listar as pessoas, contar suas qualidades e procurar saber quais o defeitos. Eliminar aquelas com os defeitos insuportáveis a minha pessoa e depois escolher o melhor.

Mas o meu amor veio a mim. Sortida na vida. Por coincidências, acasos e sorte. Eu diria sorte. Apareceu um dia, uma hora. Um dia a vi chorando. Meu coração despedaçou e nesse momento percebi: ali está alguém especial!

Sonhei, perdi o sonho. Fui acordado. E sabe... isso tudo parece ser algo especial. Nada demais. Nada que seja racionalmente importante. Mas é.

Uma vontade de ver que não passa. Um amontoado de medo de perder. Um ou outro ciúme besta que tentamos esconder, mas que tá na cara. E que não faz sentido. Mas nada parece fazer algum sentido. E era pra fazer?

De uma partida de futebol a uma viagem. Um acaso, um passeio. Chuva! Será que alguém planejou tudo isso? Será que algo colocou todas as peças no lugar? Não sei!

Mas eu encontrei o meu amor e você? Já pensou que simplesmente ver uma certa pessoa feliz é uma das coisas que mais te faria feliz na face da terra? Mas não se preocupe, essa coisa toda parece não ter nada a ver, mas é exatamente assim que funciona.

Texto em Prosa...(Potinhos)

Potinhos


Eu estava pensando hoje. Queria poder guardar as pessoas em um potinho. Um potinho para cada uma, onde coubesse o que cada uma tem de melhor. Queria guardar as pessoas. Colocá-las num vaso e enfeitar a minha casa. Eu queria sim. Queria guardar meu primeiro amor como incenso. Aquecê-lo e cheirar o primeiro beijo quando quiser.

Sou egoísta. Nesse ponto sou egoísta. Queria ter pra sempre tudo aquilo que me faz bem. Nada mais que natural, na verdade. Não precisamos mentir que não queríamos guardar as vontades. Os frios na barriga ao passar de carro pelo tobogã da rua que vai pra casa da sua vó. A risada da sua irmã, agarrada no seu pé de saudades de você.

Sabe... Recordo em um fechar de olhos o beijo que lhe dei. O dia no parque e todas as vontades que tive se tornarem reais. Eu queria colocar todo mundo num potinho. Mas queria colocar tampas diferentes. Um vermelho pra quem me deixa envergonhado. Um amarelo pra quem me deixa contente. Azul: bebê. Quem sabe um verde pra menina que me faz lembrar das estrelas? O verde combina com os olhos dela.

Mas queria mesmo guardar momentos. Queria guardar os momentos em um potinho. Mas um potinho que pudesse misturar e separar. E da mistura destilar o amor que senti, a vontade que passou, a alegria que brotou e quem sabe o medo. Até o medo tem seu valor. E a dor dói. E apesar de óbvia essa frase, sem dúvida ela é uma verdade que vai lhe fazer sentido. Não queria ter um pote de dor.

Mas pensei que guardaria um pote de saudade. Ia misturar com amor, balançar com o potinho das pessoas da família. No pote dos amigos ia misturar alegria. E guardaria tantos potes. Um monte em cada estante pra misturar, fazer incenso e reviver da vida, cada pequeno momento num respirada funda, que dá até um potinho de preguiça quando a gente acorda.

Tecnodistância

O telefone tocou. Se pudesse voltar a trás nas coisas que faço, talvez não tivesse atendido um telefone à toa, numa tarde à toa, quando caia o luar. Tenho um sexto sentido ou um “feeling” para sentimentos. Consigo notar diferenças, tons de voz e manias mudadas. Preocupação ou receio. Mas não sei saber do que se trata. Não tenho bolas de cristal. E mesmo que as tivesse, entre a curiosidade da vida e a certeza do futuro, ficaria com a surpresa.

Em alguns momentos o ideal é não falar. É ouvir. Ou mesmo ficar mudo, de ambos os lados. Olhar um olho. Olhar o outro e lembrar que no fundo a gente se entende, pode resolver e sabe resolver. É só uma questão de tentar. Mas essa proximidade teórica, que me põe ao teu lado em voz, mas não em coração e olhar, faz com que um desentendido tom de voz faça brotar mais desentendimentos onde não existia algum. As palavras, assim como os telefones e a televisão, são uma invenção humana. Podem pecar ao enviar uma informação. Podem soar errado, perder sinal ou ser mal entendida. Mas não me confundo com o teu olhar que ninguém inventou, a não ser Deus.

Texto em Prosa...(Somos amigos)

Minha mão está na cabeça. Pense em como vocês estaria se estivesse pensando. Pois então, é assim que eu estou. Claro que removo a mão para digitar. Não sei tele-cinese. Nem sou um quadrinho. Mas sou um amigo seu. Sou um amigo que você nunca conversou. Mas eu te entendo. É difícil mesmo fazer apresentações. Eu mesmo sempre me intimido na primeira palavra. Mas guardo sempre a esperança de ouvir um “você também?”. Eu também. Eu também amei algumas vezes. Aposto que você se apaixonou quando pequeno. É engraçado. A gente gosta, mas parece ser a coisa mais difícil do mundo dizer que se ama.

Aos poucos a gente aprende a fazer coisas legais. Eu mesmo treinei muito pra desenhar. Mas hoje em dia nem desenho. Apesar de ter desenhado alguma coisa outro dia. É bom saber que sem querer você ainda sabe fazer aquilo que gosta. Tenta desenhar! Eu sei, eu sei... é difícil mesmo. Mas não é tão ridículo assim um bonequinho de palitos. E flores são super simples de se desenhar. Tenta desenhar uma flor.

Eu disse que éramos amigos. Na verdade somos. Você gosta de comer sua comida predileta cozinhada pela sua mãe, vó, ou esposa. Eu tenho vó ainda. E ela faz bolinhos de espinafre ótimos. Não tenho esposa e nem quero ter, na verdade. Mas minha mãe cozinha o melhor arroz grudado que eu já comi. E eu adoro arroz grudado, como você bem sabe. Aquele que eu sei que você pega um bolinho do prato com a mão e coloca direto na boca. A gente é meio bobo mesmo com essas coisas de comida.

Você canta pra si a sua música preferida. De noite, de madrugada, ou quando mexe no computador. O porque você faz isso varia. Às vezes pra lembrar-se de alguém importante, pra relaxar, ou só pra se sentir livre e soltar a voz quando a casa está vazia.

E eu sei que você gosta quando a casa está vazia. Mas sente um vazio enorme de estar aí sozinho sem ter o que fazer. Aposto que já pensou em ligar pra alguém pra sair. Mas desistiu. Deu preguiça. A gente tem preguiça mesmo. Eu mesmo tenho preguiça de coisas esquisitas. Eu tenho preguiça de ser feliz. Esquisito não é? Mas eu nem sou extremamente preguiçoso.

É engraçado que temos tanto em comum. Eu adoro conversar por horas com uma pessoa legal. E normalmente nem tem muita importância sobre o que falamos. Importante mesmo é estar com essa pessoa e escutar ela falar; seja do seu namoro, do seu novo apartamento ou da viagem que fez. Bom isso, essas conversas fazem o tempo voar e nem parece que passou.

Mas prazer,
Sou um amigo seu. Vivi tudo que você viveu, passou. Senti amor, ódio, nostalgia. Fui criança. Cresci, mas nem tanto. Ás vezes ainda ensaio subir em árvore e contar uma piada sem graça, do mesmo jeito que você também faz, eu sei. Nós somos amigos da vida. Essa aí que o mundo inteiro vive. Acreditando ou não que irão ter outra. Mas somos amigos. Você não me conhece. Mas tenha certeza, temos muito em comum. E um monte de coisas que não tem nada a ver.

Texto em Prosa...(Alma inquieta)

Estou em choro. Não que a noite tenha sido ruim, o dia péssimo e não consiga dormir. Apesar de não conseguir dormir, todo o resto é falso. Mas estou em choro. A alma não escolhe as horas e os motivos certos para se dilacerar em si mesma. Ela simplesmente chora e ri quando bem deseja. E agora ela quer chorar. Não por hoje. Talvez por dias atrás. Semanas. Quiçá anos. Afinal já se completaram mais que 21. E 21 é um número razoável. Mas não é nem meia vida.

Minha alma hoje quis falar. Sentia que ela estava ecoando aqui dentro, querendo pular, dizer e repetir: “Querido, não somos desse mundo. Não se afaste daquilo tudo em que acreditas ser certo, correto e moral. O que importa à você não são conquistas e sim uma verdade única: Que foste exatamente o que devia e acreditava ser o certo”.

E ela me disse isso em meio à música, às moças, aos poemas, às lágrimas e aos risos. Minha alma falou. E é como se falasse o seu melhor amigo distante. Tudo ecoa em sua mente, no seu corpo. As pernas bambeiam, as mãos se atiçam. E não é nervoso. É só a alma... tentando sair do corpo que não sabe ser lugar de alma boa. Que bom que não decidiste me deixar quando quase vacilei...

Texto em Prosa...(Saudade)

Saudade


Saudade é uma palavra cara. Assumir saudade não corresponde apenas aceitar que alguém faz falta. Implica em reconhecer que somos dependentes, que gostamos e que não somos sós. Assumir saudade significa querer bem ao longe. Assumir saudade significa não viver sem. E não viver sem alguém é uma profunda ligação.
Dizer, verdadeiramente, que estás com saudade implica em assumir todos os fardos de uma amizade, assumir a carência de um sentimento, os pensamentos em flash em uma querida pessoa. É assumir que se pensa “Nossa! se fulano estivesse aqui...”.
Assumir... Assumir é uma palavra cara. Quase irreversível. E pra muitos é vergonha aceitar condições incontroláveis que nós regem. Fatos invariantes e necessidades. Pra alguns é fraqueza assumir fraquezas e necessidades. Que não controlamos as nossas próprias vidas que seguem ao vento que não sabe pra onde sopra.
Meça o peso da palavra saudade. Meça o peso de assumir.
Pois assumo saudade tua.

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Pasmem! É uma prosa curta!