Recomendação do Palotesia

Poetando...(Sonho Moreno)

Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...

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Momento Musical... (Tente Outra Vez - Raul Seixas)

Raul Seixas tem seus defeitos. Não gosto de todas as músicas, mas o que mais me encanta nas suas músicas é o coração. Talvez ele tenham feito tanto sucesso com não tantas notas difíceis, músicas malucas e essa barba esquisita porquê de alguma forma você consegue ver a sinceridade dele em suas músicas. Elas são uma espécie de espelho dele mesmo. E por mais diferentes que sejamos, todos temos dilemas muito parecidos. Nos desencontramos, nos perdemos e nos achamos por aí de novo.

Por isso tudo uma música do Raul. E nunca se esqueça:

Tente outra vez!


Momento Bate Pronto...(Cabeça de Geleia)

É um costume antigo comemorar aniversários. Em alguns casos nem nos lembramos deles. Em outros, alguns acasos nos levam a festejar por mais um ano. E por fim, em outros tantos casos, somos convidados a nos lembrar que mais um ano se passou para alguém. 

Há cinco longos anos atrás eu começava algo que eu nunca fiz idéia de onde iria parar. Cabe a mim decidir, em algum dia no futuro, se os meus pedaços nestes tantos versos ficarão até onde perdurarem, ou se em um tempestivo dia colocarei todo o trabalho em uma lixeira virtual. 

E como falar pelo futuro é algo impossível, posso ao menos agradecer por estes bons cinco anos que tracei neste Blog. O Palotesia completou 5 belos anos. E fico feliz por isso. Talvez essa seja uma das poucas partes de mim que podem perdurar mais que eu mesmo poderei.

Obrigado a todos que compartilharam, em parte ou integralmente, nestes cinco anos, destes pedaços de mim soltos por aí.

Au Revoir
Emílio Palote Santos


Cabeça de Geleia


Os anos se passam
A vida avança
Os anos se findam
Mas as obras ficam...

Ficam os escritos
E os escritores,
Ficam os livros
E as cartas

Os poucos versos
De mais um dia.

Fica o trabalho de um homem
Fica a vida!

Mesmo quando a vida se vai.

Já perdia as contas
Nestes anos todos
Dessa vida toda
Que me sentei aqui

Lhe escrevi
Sem saber quem és

Sem saber pra quem
Ou quando esse alguém
Irá ler.

Hoje são metade
da metade
de um século.

Não sei se um século
Inteiro
Passará de mim

Muito menos quando
Esses pequenos escritos
Deixarão de estar
Aqui


Se é que deixarão

Momento Bate Pronto (Sieu...)

Sabe aqueles momentos que você consegue enxergar algum sentido para as coisas? Aqueles momentos em que existir faz algum sentido? Não na cabeça, com raciocínio e pensamentos complexos, mas com paz... Aquela paz simples e corriqueira que faz o cérebro virar nuvem, o coração tambor e as pernas plumas, para que você possa sair por aí, a flutuar em paz. A poesia de hoje foi feita em um momento assim, se é que você me entende...

Sieu


Se eu não pudesse amar
Não veria o mar!

Se não pudesse amar
De que adiantaria o céu
Ou o sol?

Se eu não pudesse amar
Das gotas da chuva
O que faria?

Se não pudesse amar
Desistiria do bolo,
Ou daquela tarde de quinta...

Se não pudesse amar
Desistiria do outro.

Se não pudesse amar
Desistiria da vida
Que com amor é sofrida,
Mas digna, sim,

De ser vivida.

Momento Bate Pronto... (Tocaia)

Os Momentos Bate Pronto são meus favoritos e vocês sabem disso. Eles sempre tem a ver com algo que acontece no dia, na hora ou naquele período de tempo em que foi criado. E há alguns dias eu estava pensando sobre as minhas poesias. Estava pensando em como era difícil, depois de tanto tempo on-line, com tantos e tantos textos na bagagem, ainda escrever novidade, fazer novos escritos e o pior e mais complicado dilema: Continuar... E sobre isso que fala a poesia Tocaia, sobre esse dilema.


Tocaia


Fui posto em meio
Ao passado de belos escritos,
Dos versos bem quistos
E do futuro ausente
Pois ainda há de vir.

Quisera eu reescrever a dor
Com a sutileza de quem ama
E a leveza do feliz...

Quis eu falar do amor
Com a constância da dor
E o marasmo da lamentação...

Estive eu em doce refrão
Da vida que se repete
E insiste em me manter preso.

O verso dessa poesia toda
Me prendeu,
Me ateu,
Atocaiou meu eu
Entre rimas que saltam,
Que assaltam minha mente
E faz com que eu pense
Que jamais voltaria a vê-las.

Pois fico eu aqui:
Entre a faca e o queijo,
Entre o pensado, o escrito
E o esquecido...

Entre o que irei dizer,
Mas ainda não dito,
Entre o dito
E os poucos

Preferidos Resquícios

Poetando...(RE)

Eu sei que as pessoas acham muitas poesias tristes, mas como conversei hoje com alguém, o que faz a poesia ter valor é seu sentimento vinculado. A felicidade, a tristeza, o amor, o ódio ou a esperança marota de qualquer coisa. Talvez por isso muitos poemas tristes sejam tão bons. Porque enquanto a felicidade se esvai pacata, a tristeza nos toma de supetão. E o amor... Este ai vai e vem, diluído em paixão, convertido em tristeza, leviano em felicidade e permeia tudo que tem a ver com coração e sentimento.

Fiquem então com mais uma triste poesia, mas não me tenham triste hoje, pois não estou.



RE


Quis chorar de novo,
Pois esse novo
Sentimento todo
Toma conta de mim.

Refiz,
Revi,
Rediz,
Reprimi:

Todo o sentimento
Que senti,

Todas as brigas
Que perdi,
Mesmo sendo vencedor.

Abaixei a cabeça,
Os olhos...

Controlei o coração
Que se esvai
Mais uma vez
Sem saber o que fazer.

Quis que a vida parasse,
Que Deus me levasse.
Talvez pudesse ser anjo...

Ou mesmo
Nada.

Já estaria bem próximo

Ao que hoje sou.

Rapidinhas...#10

Percalço


Como viver a vida
Tendo tempo
Pra viver?

Baliza


Entre a tristeza e a dor
A felicidade existe?

Mesóclise


Fe-Amor-liz

Sonhos


O frio voltou
Comprei cobertor
Vou dormir e sonhar.

Passagem


De trem eu vou
Ler Bandeira
Tomar café

Com pão.

Momento Bate Pronto... (Amor, Meu grande amor)

Vocês que estão acostumados com o Palotesia sabem que poucas são as minhas poesias grandes. Mesmo as minhas poesias grandes não são muito grandes, mas saem de cerca de 20 linhas para cerca do dobro. Bom, isso é só pra dizer que todas as coisas possuem exceções e que as exceções vêem por acaso dentro de nós mesmos. Isso tudo não tem nada a ver com Amor, meu grande amor, exceto por ser um poesia minha que eu acho grande. Espero que gostem.

Amor, meu grande amor


Amor,
Meu grande amor,
Não se deixe sair
Pela porta dos fundos
Pelos fundos do peito
Do poeta que amou.

Não se vá também
E me deixe ao alento
Me deixe rebento
Largado na dor.

Amor,
Minha grande dor,
Que me faz deixar de ser
Que faz querer furar
Meu coração que se corrói

Eu que fiz de tudo
Eu que me deixei...

Eu que reinventei
O melhor de mim
Pra ser mais assim
Como queres que sou.

Eu que perdi sono
descanso
e vontade.

Que fui renegado
Rejeitado
E trocado.

Eu que tentei ser melhor
Suceder
Transpassar
Reaver
Reviver
Amor,
Meu grande amor,
Não me diminua
Não me abstenha
Não me privatize.

Não me largue pro mundo
Não me faça obtuso
Por não saber mais viver
Sem ti.

Amor,
Meu grande amor,
Me aqueça no frio
Ou melhor
Se achegue
Para que possa te aquecer.

Não se esqueça,
Não me esqueça,
Não esqueça a poesia
Os versos
E o carinho

Pois poeta esquecido
Não tem como viver.
Pois poeta sozinho,
Nem poema
Sabe fazer.

Poetando...(Luz da rua)

Luz da rua


Às vezes a solidão me assola
E por mas que ela pareça má,
Ela me faz bem.

A sós em mim
Me perco:
Do mundo
Dos problemas
E de tudo em mim
Que não sei explicar.

A sós conto as estrelas
Reparo os postes da rua
Escura...

Mal reparamos os postes

Que nos trazem luz.

Poetando...(Contanos)

Contanos


Os dia se passam
E aos poucos os dedos findam...

Mal me lembro quando comecei a contar
E somar os anos
Dessa vida toda
Que se acumula.

Quando terminei a primeira mão
Mal sabia contar.
Terminando a segunda,
Queria ser alguém.

Ao se somar a terceira
A contagem já ficava difícil
E eu começava a escrever

Hoje já se passaram tantas outras
Os dedos se esgotaram,
Mas os traços do rosto denunciam:
A juventude se vai...

A complicada felicidade da vida
Que era tão simples:
Bastava não crescer,
Não querer ter,
Ficar assim.

E ao contar os anos
Me pergunto:
Passarei os dias
A contar os dias
Que virão?

Ou passarei os dias
A contar os dias

Que passaram?