Recomendação do Palotesia

Poetando...(Sonho Moreno)

Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...

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Revivendo....

Olá queridos e queridas! Ultimamente o hiato tem se estendido por muito tempo, mas de certa não é má vontade, muito menos malevolência. Fato é que deixo hoje algumas poesias. Não gosto de ver um mês acabando sem nem ao menos uma postagem, melhor então duas. Espero só recuperar de certo a inspiração.   Mas enquanto ela não volta por inteiro, por que vocês não voltam a ler o Diário Branco?

Poetando...(Fim do Mundo)


Fim do Mundo

Não tive a glória
De acabar com o mundo,
Não tive a sorte
Do infortúnio...

E se o mundo não se foi,
Da certa não foi meu amor,
Que continua aqui
De certo guardado
E curado
Pela mesma pessoa.

Poetando...(Livro)

Livro

Queria escrever,
Mas sair destes versos.
Me marcar em teus olhos
Com um conto trigueiro.

Queria contar uma história
Dentre todas essas que penso,
Mas meus personagens se vão
Com certo desespero...

Guardar da vida
Cada verso...

Juntar frases,
Montar parágrafos.

Texto,

Capítulo,

Título,

E enfim:
Vida.

Poetando...(Alagados)

Olá Palotetes!


É tão bom postar coisas! Tinha me esquecido que felicidade era vir aqui tirar alguns minutos para escrever para sabe-se lá quem ler...

Hoje vou postar uma poesia muito legal. Ela se chama Alagados e não foi feita agora. Ela foi feita há um bom tempo. Mais precisamente dia 03/03/2011. Ou seja, tem bastante tempo. Mas mesmo velha ela com certeza vai fazer vocês lerem rapidinho. Espero só que não chorem.


Alagados

Água toda,
Água funda,
Água doce,
Doce Água suja,

Suja de amores,
De ódio e preguiça,
Suja de fatos inglórios
De uma gloriosa vida.

Água que desce
Salgada de perene,
Água que toca
O coração da gente.

Que vem pelo queixo,
Descendo a bochecha,
Que molha a barba,
Embaça vista.

Água que pula do queixo
Despenca e cai.
Goteja meu choro
Que nunca se vai.

Poetando...(Apreciador de nuvens)

Olá Palotetes!

Não sei se vocês reparam nas nuvens. Eu reparo ás vezes, muito menos vezes que eu gostaria. Mas reparo. Boa parte delas chamam-se Lucas, mas vocês ficarão sedentos para descobrir o porquê disso. Posso dizer apenas que mais alguém sabe e isso não é uma maluquice singular. Afinal, mais que um é plural. Tem gente que sabe até o que é uma Cirrus uncinus.



Por conta disso espero que gostem de Apreciador de nuvens e que olhem mais para o céu, sem ser pra pedir pra ganhar na mega-sena... Mas podem pedir isso também.


Apreciador de nuvens



Para o branco dou nomes,
Paula,
Àquele Tarso,
Ou Lucas,
Não consegui ver o nariz...

Corre coelho
Que a onça vem vindo
Esconde na árvore
Que está atrás do menino.

Olha essa onda,
Cadê sua praia?

Olha o morro,
Atrás do rosto,
Daquela mulher.

Quem será ela?
Será que está ali há muito tempo?

Será que conhece Deus?


Poetando...(Quem dirá longe...)


Quem dirá longe...


Bem, não sei...
Dos cantos do meu coração
Evoco uma solidão.

Cadê tu que não estás,
Tão perto quanto deverias?

Não sei...
Como viver sem teu abraço
Se meu aconchego é em teu braço
Se meu defeito é não ter graça
A não ser com um sorriso seu?

Cadê tu?
Cadê?

Se sussurro teu nome
Era pra me escutar...
É lugar tão distante de mim,
Você estar ao meu lado.
 Quem dirá 

Longe. 

Poesia dos Outros...(Soneto de Cláudio Manuel da Costa)



Compartilho com os senhoritos e senhoritas um pedaço versado da minha viagem à Ouro Preto. Sempre tenho a sensação que quem escreve poesia sente as mesmas coisas, fala das mesmas coisas, mas nunca consegue ficar satisfeito e achar que fez isso bem!



Poetando... (Rewind)

Olá Palotetes! Espero que gostem desse Buuum de poesias que joguei no Palotesia depois de tanto tempo parado. Mas queria explicar a poesia Rewind. Estava relendo coisas no computador da pessoa que eu gosto. E foi interessante lembrar os momentos e ver que eu ainda gosto tanto ou mais que antes... É disso que fala Rewind.

Rewind

Procurei lá atrás
Reaver o meu amor:
Este que tive,
Este que dou.

Mandei buscar as cartas
Que você desenhou:
Escritos tão quistos
Meu caro leitor...

Cacei cá dentro
O mesmo tal sentimento:
O sentido naquele momento
Que dá gosto de lembrar.

Mas surpresa foi descobrir
O que de certa não esperava:
O tanto de hoje que a morena amo
É tão mais ou quanto
O tanto quanto antes a morena amava.

Momento Bate Pronto (Poeta Opaco)

Poeta Opaco

Cadê o traço
Deste destilado verso magro
Sem vertentes
Ou vertedouros,
Sem patentes
Ou decoro
Que nem forçado decoro.

Do brilho desta letra preta,
É opaca, eu lhes digo:
A vida desse poeta
Que tenta não opacar o brilho.

Cada desdém que faço
Guardo comigo rancor
De desdenhar uma vida magra
Mas de certa com algum valor:

Ser poeta não é pecado,
Se é, perdoe, meu Senhor,
Pois este é um dos poucos jeitos
Onde mostro, mesmo opaco,
Valor.

Momento Bate Pronto (Desritmica Distância)


Desrítmica Distância.

Agrada...
À minha pessoa
Digo que agrada...

Meus segundos são horas
Contados a cada intervalo
Em que os dígitos se tornam iguais:

“Está pensando em mim?”



Te quero aqui,
Uma distância mínima
Uma camada fina
De bem pouquinho de ar...

O meu braço tem de passar sua cintura
E não se iluda:
Se pudesse te abraçaria com mais braços...

Nem versando as horas passam
Pra eu poder te buscar,
Te beijar
E dizer o que deu vontade,
Mas que sempre digo:

Te amo
Meu bem mais querido.