Recomendação do Palotesia

Poetando...(Sonho Moreno)

Sonho Moreno Minha linda morena, Meu sonho vestido de mulher, Meu puro desejo sonhado, Minha vida, Meu tempo, Meu ser... Como pode...

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Pequena Gigante Falta.

Tenho só um canto lacunado.
Tenho só um pé descoberto,
Um riso incompleto,
Um colo faltando
E uma coisa esperando.

Tenho um espaço no coração,
Um arquivo em branco,
Um perfume faltando,
Um buraco no álbum.

Tenho só uma falta,
Uma doce falta,
De uma pequena coisa,
Ou grande,
Que não sei se é loira em cacho,
Se é morena lisa,
Se é azul branquinha,
Ou verde saltitante.

Na minha felicidade tem um espaço,
De quem é não sei.
Mas sei que falta.

Sou um ser raro,
De amor guardado,
Anel em ouro trabalhado,
Que só cabe em um dedo.

Só não sei que dedo é.

Postagens...

Olá Palotetes.

Considerando que hoje é meu último zero hora e estou de babá do fundo da torre fracionadora do SECRA-I( o que não vai significar nada pra maioria de vocês), resolvi dizer-lhes que estou a compor.

Não sei se já lhes disse, mas eu tenho algumas músicas feitas e gravadas (não gravadas de verdade, só guardadas em mp3 pra lembrar como tocar). Tem muito tempo que não escrevo nenhum poema. Tenho tido algumas idéias, mas meu tempo está absurdamente escasso. Porém me veio uma música outro dia e parei tudo para deixar a idéia fluir. E eu diria que ficou legal.

Fato é que no fim de semana deixo uma nova poesia pra vocês. Em breve vou voltar a ter vida, estando ou não no quarto período, de novo, da Engenharia Elétrica da UFMG.

P.S.: Não se acanhem de ler os textos grandes. Não gosto de postar crônicas por que elas são grandes e desanimam de ler. Mas vale a pena. Já já volto ao normal. E assim que estiver de férias: novos videos. E com recitação.

Au revoir
Emílio Palote Santos,
Blog Palotesia.

Novo Texto de "Crônicas de dias atípicos"...

Olá Palotetes!

Quem acompanha o Blog vai notar que eu postei uma nova crônica das que eu tinha mencionado anteriormente. Esse é o segundo texto que eu falei que já tinha criado na época que tive a idéia e comecei a escrever em cima desse projeto. Na verdade, esse foi o primeiro texto e o gerador da idéia das Crônicas.

Anteriormente não postei para vocês o Prefácio que redigi para as crônicas. Faço isso hoje. E queria dizer que o retorno de vocês, pessoas e ornitorrincos, sobre a Crônica que postei foi muito bom apesar de, contrariando as minhas recomendações, ninguém ter postado nenhum mísero comentário há dias. Por sinal, fiquei sem atualizar o Blog esperando algum comentário. Como ele não veio, tive que voltar e postar coisa nova mesmo assim.

Abraços pra quem devo abraços.
Beijos pra quem devo Beijos.

Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia

Abaixo o Prefácio de "Crônicas de Dias Atípicos":

"As crônicas de dias atípicos correspondem a uma série de textos, crônicas, que irão descrever situações pseudoreais ou pseudofictícias, como queiram, de dias atípicos. As personagens são semireais, o que significa que os acontecimentos não são ao todo reais. Não busco imparcialidade ou se quer representação do real nestas passagens.

Meus únicos intuitos em escrever tais textos são: desenvolver uma nova modalidade de escrita e relatar de forma pessoal dias que eu considero interessantes ou insignificantes que possam trazer uma pitada de humor para a vida de vocês.
É isso e boa leitura."

Típico dia atípico

Fui pegar o ônibus no ponto. Sai atrasado de casa, nada fora do normal, desci os dois morros que separam a minha residência do ponto final do ônibus. A fila era gigantesca. Na verdade os trabalhadores deveriam ser pagos desde o momento em que saem de casa, até a hora de chegar ao serviço. Às vezes me imagino em São Paulo. Nunca tive a oportunidade de ir lá. As vezes que me foram ofertadas, o serviço me impossibilitou.

Mas voltemos ao ônibus... Subi. Eram cinco e quarenta e cinco e quando cheguei aos degraus do automóvel, já não havia como me sentar. Normalmente em uma situação como essa eu acharia mais que confortável um lugar no degrau da porta traseira, mas estava intimado a ser um passageiro normal está manhã. Mantive-me em pé, por hora.

Passando pelos pontos (um terço da viagem é gasta recolhendo passageiros ainda nos primeiros cinco quarteirões do bairro), iam subindo os vários colegas de labuta. Arnaldo e sua típica alegria matinal (cara fechada, mal diz oi ao motorista, mas é irreconhecível às sextas-feiras), Nilma e seu filho que vai para a escola, Dagoberto e sua esposa Lúcia. Mas me atento a uma passageira em especial: Alice. Linda era ela. Paulista, havia mudado com os pais quando pequena. Se conversasse com ela não notaria sequer um “r” a mais em tua fala (eles faltavam como em nossas palavras).

Bom, o ônibus tomou a avenida principal. Isso significa que, contrariando as leis da física, os corpos podem sim ocupar um mesmo lugar no espaço. Em um ônibus é incrível as coisas que você pode reparar. Tem sempre um gordinho careca sentado numa das cadeiras altas acima da roda. Os bancos que dão para a janela são ocupados por todos aqueles que dormem. Na verdade, às cinco da manhã, qualquer um dorme em qualquer lugar, principalmente numa quarta-feira. Mas o que quero dizer é que o banco da janela é o assento vip de um ônibus metropolitano.

Porém sempre há de haver alguém que insiste em ler um livro e sentar do lado da janela. Isso é quase um pecado. É óbvio que se você ler um livro sentado do lado da janela, alguém vai sentar do seu lado( essa pessoa já é privilegiada de sentar-se). É óbvio que ele vai dormir do seu lado. É óbvio que você não vai conseguir ler seu livro. Resumindo, se você sentar do lado da janela, durma.

Alguns dias novidades aparecem. Entra uma senhora mais católica que vai considerar que o mundo de hoje está perdido e os jovens são uns mal educados em geral (nada de que eu discorde, na verdade). Costuma entrar no ônibus também um senhor de mais idade com um rádio de pilha (depois de anos me sinto muito eclético, adoro boates móveis e o Good Times). Além de todos os estudantes com as suas mochilas gigantescas... o dia que um cadeirante tenta pegar o ônibus. O ambiente é muito dinâmico, apesar de você não precisar nem se segurar para se manter em pé de tanta mobilidade.

Mais próximo do centro o trânsito pára. Nem sempre precisa ser perto do centro. A verdade é que, independente de onde, o trânsito pára. E que não chova. Eu ainda tento considerar por que as “vias de trânsito rápido” existem. Nos dias de semana elas não andam mais que uma média de 15 Km/h e nos fins de semana, ao longo de toda a pista com placas de regulamentação indicando 80Km/h, os radares são sempre de 60 Km/h. Eu não citei as BRs.

Em minha cidade, mesmo. Na sua entrada temos um portal( mesmo que o nome indique algo parecido com conto de fadas, não é) que nada mais é que uma guarita da polícia rodoviária, uma massa de concreto redonda que impossibilita caminhões de grande porte de passar por baixo e um radar. Todo o resto foi feito em função do radar, diga-se de passagem. Um radar que acusa alta velocidade a incríveis 30Km/h. se carroças fossem metálicas é bem provável que o seu Nestor do depósito leva-se uma multa. Essas situações me fazem rir.

Alice estava incrivelmente linda hoje. Ficara na parte da frente do ônibus. Por sinal a parte da frente do ônibus é um caso a parte. Chega um ponto que os passageiros desistem de passar para trás. Nesse momento a roleta é um dos melhores locais para se afixar. Aí, à medida que o ônibus enche, o motorista vai perdendo os seus retrovisores. Aos poucos as cabeças dos passageiros tampam o retrovisor central e direito. Nesse momento você em seu carro indo para o serviço toma uma fechada do meu ônibus. Segundo o trocador: “tá livre, manda brasa”.

Os trocadores. Outro caso a parte. Realmente é comum ver o bom e velho bigode de trocador por aí. Alguns trocadores são mal humorados. Você diz: “Bom dia”, ele: “não tenho troco, posso te voltar em vale?”, você: “não”(como você paga o resto das despesas do dia?), ele: “senta aqui perto que depois eu te dou o troco.”. Obvio não existe lugar para sentar perto dele. Mas alguns trocadores são psicólogos, outros contadores de história...

Depois dos engarrafamentos, as buzinas, as pescadas e tudo que ocorre matinalmente, aos poucos, o ônibus vai se esvaziando. Ele volta a parecer grande, as poltronas reaparecem e você acha que está chegando. Sempre tem um que dorme demais e perde o ponto. Os estudantes são bem perseverantes nesse caso. Tem o cara que não sabe pra onde vai, onde desce e como chega onde ele não sabe que vai. O problema é quando o motorista/trocador é novato. Nessas horas esse tipo de passageiro está perdido.

E meu ponto chegou. Desci. Junto comigo, Alice. Acho que é obvio que eu não desperdiçaria uma viagem com ela caso ela não descesse em meu ponto e fossemos para o trabalho juntos. A saudade é boa, sem excesso. E pensando tanto, a viagem nem se fez tão longa. Outro dia penso dos motoristas, dos semáforos e de outras coisas que nem sempre me fazem sentido.

Dia no parque

Considerar ir no parque com 19 anos de idade é algo engraçado. Creio que a maioria das pessoas normais vai aos parques quando ainda são pequenas. Pois bem. Eu e mais algumas pessoas vamos ao parque com a idade um pouco avançada.

Cheguei atrasado. Por sinal não tenho conseguido cumprir bem horários ultimamente. E grande parte das vezes me esforço. Fomos eu e meu irmão de carro. De carro. Isso significa que eu paguei estacionamento e fiz com que a economia se movimentasse em uma época de crise econômica. Eu sou um anjo.

Ainda não entendo porque um shopping center lhe cobra estacionamento. Todos eles se localizam em um lugar onde não existe nada mais pra se fazer a não ser ir no Shopping. Além disso você não vai à um shopping estacionar seu carro. E eles te cobram por isso. Acho mais que justo uma revolução. Mas a época das revoluções acabou.

Mas cheguei ao parque. Quando estava entrando no estacionamento a Alice me ligou. Lógico perguntando o típico: “você chegou?”. Acho que a resposta era sim. Me dirigi, com meu irmão, até a porta do parque. Alguns tempo depois chegaram Alice e fhé (ou Camila; apesar de usar o apelido, desconheço qualquer relação dele com o nome).

Sentamos em algum lugar para esperar o resto da “galera”. Daí a amiga da senhorita Alice veio a pousar sobre aquele antro do consumismo capitalista. Acho que somos todos agora.

Entramos. Mas devo fazer algumas considerações relativas ao fato de entrar em um parque e como entrei naquele específico dia.

Primeiro. Quando abri minha carteira descobri que não estava com a minha carteirinha de estudante. Isso significava que além do estacionamento eu ia ter que pagar o dobro pelo dito passaporte de entrada do parque. Porém usei de todo meu brasileiríssimo jeitinho para passar com minha identidade e um cartão de tabela de senhas para acesso ao site da Faculdade.

Segundo. Alice também não tinha carteirinha. Então ela passou com uma carteirinha da Camila, com foto da Camila. Aqui cabem algumas considerações relevantes. Descrição da Camila: Cabelo liso – não totalmente, castanho escuro pra preto, caucasiana magra, rosto um pouco afinado e um pouco mais alta que Alice. Descrição de Alice: Cabelo liso escuro, morena clarinha, bem menos magra que a Camila e rosto mais arredondado. Quando as duas entraram com a carteirinha da mesma pessoa eu realmente considerei o fato de que eu conheço a mesma pessoa duas vezes de forma diferente.
Pois bem. Entramos.

“Vamos naquele?”
Descrição de naquele: circunferência de cadeiras móveis interligadas a uma haste metálica de grande comprimento no qual os passageiros irão girar em torno do eixo da circunferência de cadeiras e simultaneamente em volta do ponto fixo da haste metálica de grande comprimento. A essa geringonça dá-se o nome de Evolution.
Quando a idéia de ir no Evolution foi cogitada eu lembrei de todas as sensações lindas e excelentes que eu senti na única e primeira vez que fui ao brinquedo: sensação de morte eminente, taquicardia, respiração acelerada e vontade de ver minha mãe. Jurei pra mim nesse dia que não voltava. E não voltei.

Às vezes as pessoas perguntam o que uma pessoa com medo de altura vai fazer no parque. Creio que a resposta é se divertir. Porém vendo como várias pessoas normais vão morrer, ao contrário de você, bundão, que esta aqui no chão. Afinal o medo é um instinto de sobrevivência e algo completamente psicológico. Meu psicológico é fraquíssimo.

Porém, inventei de ir numa montanha russa. Três vezes. Errar é humano. Errar pela segunda vez pode ser considerado descuido. Errar pela terceira vez não é burrice. Chama-se experiência e daria um ótimo “power point” sobre motivação pessoal, tipo “Vi, vivi e venci”. Me perguntei dezenas de vezes o que faz o homem criar fibra ótica, computador, LEDs, Televisões, celulares e máquinas de sensação de morte eminente. É um gosto meio sádico não é? E eu não falei sobre armas.

Pois bem. Afinal, voltei a me sentir seguro no bate-bate. Lógico que era muito mais interessante se sentir motorista quando você não era. Hoje, com carteira, um bate-bate no anel rodoviário seria mais excitante. Acho que estamos voltando ao sadismo. Pulemos então.

O parque de diversões como um vomitódromo. É assim que eu vejo o parque. Ainda lembro da menina que saiu da montanha russa vomitando enquanto estávamos na fila pela terceira vez. Não contente de vomitar no chão em meio a um local público ela caminhava em direção as pessoas enquanto vomitava. Uma cena apreciável aos sádicos.
O dia me trouxe algumas fundamentações teóricas. Pude comprovar os princípios de conservação da quantidade de movimento rotacional nos brinquedos que giram. Murph realmente atua, pois paguei o estacionamento quinze minutos depois de acabar a promoção. A genética intrínseca da não diversão num parque de diversões se manifestou no meu irmão, fomos adotados juntos no mesmo buraco com o intervalo de sete anos. Murph mais uma vez.

Brinquedo que mais gostei: Trem fantasma, Thriller ou algo assim. Apesar de não aparecer o Michael fazendo Moonwalk, o brinquedo era fabuloso. A tentativa de assustar as pessoas era tão ridícula que o passeio de 10 segundos em um carrinho tosco se fez mais perigoso pelo maquinista maluco do que pelos próprios “atrativos” do brinquedo. O senhor tinha por diversão frear e andar com o carrinho de forma randômica aleatória. Doeu algumas vezes.

Momento Bate Pronto...(O que eu pensei no alto)

O que eu pensei no alto


Do alto pude pensar
Nas frases que formulei sem rima,
Dos amores que tive por várias meninas,
Dos amigos que fiz e perdi.

Do alto eu pude ver
Que pra ser rico
Não basta morar em lugar belo,
Sem mesmo enxergar a paisagem ao lado.

Do alto percebi que o homem
Insiste em colocar grades,
Insiste em fazer belas paisagens,
Virarem ecoturismo e lazer...

Do alto eu pude notar
Que os passeios se fazem
Das companhias,
Muito mais que do lugar...

Do alto eu me senti
Às vezes sozinho,
Mas dessa vez
Quis rir e não chorar...


Nota do Autor:
Essa Poesia corresponde a uma das minhas comemorações de aniversário. Desde os 19 anos (Como se isso fosse muito) não tenho mais feito nenhum encontro para comemorar meu aniversário entre meus amigos. Isto porque exatamente aos 19 tive alguns pequenos desapontamentos. Muitas vezes é melhor não dar ao destino a chance de nos fazer infeliz. Porém, acho que vocês, ao contrário de mim, deviam dar ao destino a chance de fazê-los feliz sempre. O "e se" é uma péssima recordação.

=D

Emílio Palote Santos -
Blog Palotesia.

Das vezes que não consigo ser bom

Sentir, não sinto mais a falta.
Querer não quero mais tua presença,
Não faço questão de ti,
Do teu amor.
Não quero te ter pra mim.
Não quero dar-lhe meu amor.

Não tristonho por que quero,
Não sou revolto por ideologia.
Sou assim por meu destino,
Boêmio sem boemia.

Não pratico das esculturas,
Não sei entalhar coração,
Mas sei riscar de lápis
Um nome em minha agenda.
Sei não mandar mensagens,
Não mandar flores,
Não fazer referências.

E às vezes posso ser mal,
Não por querer ser assim.
Serei mal só por defesa,
Pois fazes mal a mim


P.S. do autor: Esta poesia deveria vir, em ordem cronológica, logo antes da última que foi postada, mas ainda estou me adaptando ao fato de guardar os escritos no HD externo e sempre me embaralho ao organizar tudo em ordem de novo, como estava no computador.

Em letras Palotetes...

Depois de algumas postagens atípicas em vídeo no Blog, que por sinal me deram muito trabalho e que estão ficando melhores na minha opinião, eu venho por meio desta dar-lhes novamente o prazer (desprazer) das minhas palavras a mão.

Estou hoje com sono, com frio/calor e com vontade de comer chocolate branco com pedaços de castanha de caju (Eu podia ter dito opereta, mas seria Merchandising). Comer chocolate renovaria em muito o meu humor.

Estou meio sem tempo pra escrever. Aproveitei o feriado para postar o novo vídeo e dormir feito um urso hibernado. No fim das contas não saí no sábado. Fui sair na segunda, véspera de feriado do dia das crianças. Por sinal, parabéns crianças!

Eu acho que ser criança é uma coisa legal. E eu só quis crescer, quando era criança, pra poder dirigir. Só isso. Sério. Mas como não existe muita escolha neste meio. Bem, eu cresci e não sou o que se chamaria de um adulto devidamente característico.

Eu não dou presente de dia das crianças no dia das crianças. Acho isso um apelo absurdo do mercado: Usar aquelas carinhas bonitinhas pedindo um presente no tal "Dia das Crianças" pra fazer a gente comprar o shopping. Mas cada um com seus gostos. Mesmo por que o dia das crianças na verdade é um feriado religioso e as crianças estão crescendo sem saber disso.

Pois bem.

Escrevi, descrevi e vou embora com meus pertences, deixando-os na companhia de mais uma poesia que eu gosto e que significam muito o que eu passei há anos atrás.

Emílio Palote Santos
Blog Palotesia

Das histórias que me contaram um dia

Em cada conto de amor,
Que um casal se faz feliz,
Em trovas essas que cantam
Por aí, nas tão conhecidas
Histórias infantis

Vejo o meu desejo de ser
O príncipe de alguma princesa,
Casar – me conde de alguma Condessa
Ter um final feliz.

Dos contos infantis
Que me faziam dormir,
Fantasio meu futuro,
Obscuro por ser futuro.

Obviamente só
Por não ter ninguém.

Sobre mim em uma quarta

Singelo ser não eu.
Disperso em sentimentos
E lágrimas,

Ser modesto,
Inquieto no coração,
Na razão,
Nos pensamentos.

Parar não é palavra em meu dicionário.
Não importa se penso em uma
Ou n coisas.

Simplesmente não importa muita coisa.
Se eu desenho, se escrevo, se leio ou se canto...
Importa manter ligado,
Minha função é funcionar
E fazer que o mundo funcione.

Discretamente entalho meu eu,
Com retoques que há anos venho dando,
Pra corrigir falhas de caráter,
Falhas de sinceridade, vaidade
Ou humildade...

Nem sempre melhorando.

E me confundo hoje e sempre,

Não me defino há muito,
Sou função, relativa ao tempo.
Sou canção com nota,
Cifra e acompanhamento.

Sou banda síncrona,
Sinfonia altivas,
Que encanta pela abstração
Pela diferença em ser singular,
Sem fugir dos padrões,
Que quer fazer soneto,
Em trovas, em moderna
Poesia arcaica.

Pura contradição do ser.